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Introdução à filosofia da Política

A história da filosofia e a história da política produzem estritamente um e o mesmo padrão. Isso é extremamente importante. Existe uma homologia precisa entre eles. Se a filosofia se move em uma direção, a política não pode se mover em outra direção. A política caminha junto com a filosofia. Se algo mudou na filosofia, algo mudará na política. Se algo mudou na política, algo mudou na filosofia, o que predeterminou essa mudança na política. A política não tem autonomia da filosofia. A política costuma ser mais visível, embora às vezes menos. Do ponto de vista da história … as mudanças de dinastias, de um certo líder, príncipe, imperador … para começar uma guerra … isso é evidente, é uma decisão política, mas nunca é distinta da filosofia. É o que vemos – a decisão política – mas não vemos a decisão filosófica, que deve estar aí. Do ponto de vista da filosofia da política, a história política é uma seção da história da filosofia, dependendo absolutamente dessa história filosófica. Nenhum político está livre da filosofia e nenhum filósofo pode deixar de ser visto à luz de sua dimensão política implícita.

 

Dois Mundos, Duas Humanidades

Aparentemente, nossa geopolítica já está consolidada. Já se passaram 20 anos desde a primeira edição do livro Fundamentos da Geopolítica, que lançou as bases para a construção da geopolítica nacional eurasiana: o vácuo ideológico que flagelava nossa compreensão acerca de nossa própria posição na esfera geopolítica naquela época foi preenchido pelo Eurasianismo. Antes disso, o mundo era por nós mensurado por meio de conceitos ideológicos (o campo socialista vs. o capitalismo). Porém, mesmo depois que tal dualismo foi abandonado, permaneciam incompreensíveis os motivos que levavam a OTAN a continuar se expandindo para o Oriente, afinal, “já havíamos nos tornado liberais”.

Política Aeterna e o fim do Globalismo

Você não pode pagar isso sozinho, devemos estar juntos, devemos ajudar uns aos outros e estar juntos, ficar juntos, defender diferentes identidades, podemos ganhar esta guerra, porque na Rússia temos a mesma guerra, há mais e mais pressão contra a Rússia, há uma guerra declarada contra a igreja ortodoxa, contra a ortodoxia russa, contra os nossos valores, os globalistas nos atacam dentro e fora, bem como em sua sociedade. A única solução é tomar, manter nossa fé em Deus e em nossos povos, em nossa cultura e trazer as pessoas se defendendo deste globalismo, ficar juntos que é o ponto principal.

Não precisamos apoiar o mesmo que nós, não devemos apenas ajudar as pessoas que compartilham totalmente a nossa opinião, e precisamos entender os outros. Os muçulmanos devem entender e fazer amigos cristãos, cristãos – muçulmanos, hindus, chineses, africanos, latino-americanos e ocidentais que, bem como eu disse, são a maioria das vítimas do globalismo. Temos de destruir o globalismo, temos de destruir estas elites maníacas fanáticas internacionais que tentam a qualquer preço impor os seus valores totalitários radicais, as suas potências económicas, os seus monopólios, o seu sistema de valores e cultura, as suas tecnologias. Devemos destruí-los e, a fim de fazer isso, devemos ficar juntos. Essa é a minha opinião.

Todas as sociedades devem se reorganizar segundo sua história, livres de todo dogmatismo

A Quarta Teoria Política é a teoria que está se desenvolvendo em paralelo com a teoria do mundo multipolar.

A Quarta Teoria Política é a filosofia política que corresponde à teoria do mundo multipolar.

Quanto tempo você acha que o bloco da UE e a América do Norte podem durar? Como eles esperam dominar o mundo, quando eles mesmos minaram os fundamentos da civilização que controlam (através de escolhas perversas como o lockdown, a ideologia politicamente correta, a economia verde), enquanto o bloco eurasiático (e também estados importantes como o Brasil), respeitando as diferentes autonomias nacionais e reivindicando o direito dos povos à autodeterminação, está adquirindo cada vez mais estabilidade e credibilidade?

Numa perspectiva mais ampla, não será possível para o bloco americano e europeu competir na luta com a multipolaridade emergente.

Creio, entretanto, que ainda não chegamos ao ponto de não retorno. O mundo unipolar, ou seja, os Estados Unidos e a elite liberal européia, tem muitos meios à sua disposição: tecnológicos, políticos, sociais, técnicos, científicos. É por isso que o futuro está aberto.

Do Liberalismo 1.0 ao Liberalismo 2.0: A Virada Pós-Moderna do Liberalismo

É ponto pacífico que vivemos sob uma hegemonia global liberal. Mas o liberalismo de hoje não é idêntico ao liberalismo de Adam Smith e John Stuart Mill. Ainda que o liberalismo original tenha nos trazido exatamente até o liberalismo que conhecemos hoje, é importante compreender o que mudou no liberalismo e como o liberalismo moderno fez essa virada pós-moderna.

A Quarta Teoria Política e o Socialismo na América Latina

Para o Povo podemos defini-lo como: “o grupo humano organicamente estruturado, consciente de seu destino histórico, cujos componentes estão ligados uns aos outros por ideais comuns mais ou menos bem definidos” (Revisar definição de povo em Praxispatria). Esse povo desempenha um papel soberano e político, identificando-se como uma classe social, ou seja, a chamada “Classe popular”, combatendo o despotismo e a tirania, exercendo o direito de rebelião para consolidar a vida plena, para montar sua própria história. Daí a fórmula: “Contra o horror do tirano, do terror popular”. Este Povo ou Classe Popular, embora não seja exatamente o que o marxismo identifica como um proletariado, se está intimamente ligado a ele, porque o coração do Povo é a classe proletária, então também inclui os setores da pequena burguesia que tendem à proletarização.

Robotização e Desumanização da Humanidade

Aceleracionismo (termo derivado da palavra aceleração) é uma tendência filosófica que intenta acelerar o curso da História (que, ao contrário do Tempo, é um conceito não-físico e, portanto, passível de ter sua velocidade modificada).

Em uma recente conferência realizada em Amsterdã, da qual participaram diversos filósofos (incluindo Žižek e Sloterdijk), os parâmetros da sociedade futura foram postos em exame. Houve um questionamento basilar: devemos acelerar a eclosão desta sociedade ou não? O futuro, neste caso, foi pressuposto nos termos do que eu chamo de uma desumanização: uma transição para uma nova forma de vida pós-humana, que nos faça encarar a humanidade atual como uma espécie imperfeita – tal como os macacos um dia o foram diante dos seres humanos. Muitos, então, sugeriram que deveríamos olhar para o homem tendo os robôs como parâmetro.

O MANIFESTO DO GRANDE DESPERTAR. CONTRA GRANDE RESET

O Grande Despertar é a resposta espontânea das massas humanas à Grande Restauração. É claro que se pode ser cético. As elites liberais, especialmente hoje, controlam todos os principais processos civilizacionais. Eles controlam as finanças mundiais e podem fazer qualquer coisa com eles, desde a emissão ilimitada a qualquer manipulação de instrumentos e estruturas financeiras. Nas suas mãos está toda a máquina militar dos EUA e a gestão dos aliados da NATO. Biden promete reforçar a influência de Washington nesta estrutura, que quase se desintegrou nos últimos anos.

Quase todos os gigantes da Alta Tecnologia estão subordinados aos liberais – computadores, iPhones, servidores, telefones e redes sociais são estritamente controlados por alguns monopolistas que são membros do clube globalista. Isto significa que o Big Data, isto é, todo o corpo de informação sobre praticamente toda a população da Terra, tem um dono e mestre.

NEUTRALIZAÇÃO E SEUS LIMITES. SISTEMA POLÍTICO DA RÚSSIA MODERNA

O sistema monárquico também foi uma construção. Ele se desenvolveu historicamente com base no fortalecimento do grão-ducal, então – o poder real. A adoção da Ortodoxia desempenhou um papel importante. Ao mesmo tempo, o próprio Estado foi repetidamente reconstruído pela elite dominante – tanto na antiguidade quanto em períodos mais próximos de nós. Portanto, a Rússia pós-petrina era significativamente diferente da Rússia moscovita e, por sua vez, da era mongol e do período pré-mongol. E a cada vez novas decisões eram tomadas sobre a construção do Estado, sobre a ideia dominante, sobre a ética dominante, sobre o lugar e o papel do povo russo na história.

A Destruição do Capitalismo Global

O Grande Despertar é um termo usado espontaneamente por manifestantes americanos, com Alex Jones e todos os outros. Esse foi um conceito que nasceu recentemente, quando o povo americano se tornou mais consciente da verdadeira natureza demoníaca dos globalistas. Isso causou muita preocupação, em primeiro lugar, entre os americanos que pensavam que tudo estava indo mais ou menos bem. Eles viviam na ilusão de que democratas e republicanos nos Estados Unidos representavam a mesma face da democracia liberal. Mas o Grande Despertar mostrou a eles que algo muito diferente existia por trás do Partido Democrata e que eles foram os organizadores de um golpe de Estado orquestrado por globalistas, loucos e terroristas.

Princípios teóricos do Grande Despertar (baseados na Quarta Teoria Política)

A Quarta Teoria Política é um convite para buscar uma alternativa para este decadente liberalismo em declínio, que tentou ser a principal e única ideologia política do momento de Fukuyam em O Fim da História e o Último Homem (1992) até agora.

Depois do fim do comunismo e fascismo no século XX, o liberalismo se tornou a única ideologia política, que tentou ser um tipo de linguagem universal – algo totalmente imposto, com livre mercado, democracia liberal, parlamentarismo, individualismo, tecnologia, ícone cultural e ética LGBT+. Tudo isso foi tido como universal. E agora esse universalismo está acabando.

O Holismo Político: O Conceito de Sistema da Quarta Teoria Política

Ultrapassado o paradigma moderno do Estado-nação, a QTP põe os olhos sobre a simpatia entre as comunidades étnicas, cada uma tendo seu lugar natural no universo[10]. Dessa forma, dispensa-se o separatismo político-econômico para a defesa de tradições regionais, pois dentro de cada Estado-nação, como são exemplos paradigmáticos muito semelhantes entre si a Rússia e o próprio Brasil, há na QTP uma autonomia maior para a regulamentação administrativa por parte de cada comunidade em particular, de modo a permitir que cada comunidade governe a si mesma de acordo com seus próprios costumes, permitindo e proibindo costumes alógenos.

Por um Nacional-Desenvolvimentismo Sacro e Brasileiro

O mercado, assim, no nosso objetivo último, deve ser destruído, aniquilado, pulverizado. Todo esforço por domá-lo, sob a liderança de uma forte ditadura estatal e popular, deve tender, ao fim, à destruição dele. O desenvolvimento e a soberania, uma vez alcançados, não significariam aí o fim da missão de nossa utopia, mas apenas o alcance de um estágio inicial, que poderíamos juntamente de Marcelo Gullo chamar de insubordinação fundante realizada, concretizada. Este esforço desenvolvimentista existe para tomar o controle da situação e a partir disso, então, desenvolver uma verdadeira guinada para um novo paradigma, dessa vez político (de pólis) e, assim que possível, abandonar a economia enquanto realidade humana. A economia, em última instância, deve ser aniquilada enquanto atividade e ciência humanas, e dar lugar a um paradigma que se oriente pelo holismo da natureza, pela simbiose do homem com o mundo enquanto universo político em que o homem se vê como apenas uma pessoa dentre tantas outras pessoas presentes, incluindo aí o mar, o ar, a terra etc. A realidade de um pampa gelado em pleno inverno, onde se pode acampar com a prenda sobre as faíscas de uma fogueira, e diante do chiado de uma chaleira e sob o lusco-fusco do sol nascente ou poente, deve ser soberana acima de tudo, deve ter preeminência sobre os interesses de empresas mineradoras ansiosas por lucrar com a destruição alheia. A natureza tem tudo de que precisamos, e a preservação deste paradigma deve ser um dos elementos de nossa utopia.

 

Horizonte do Império Ideal

A atitude em relação aos agricultores será sagrada. Toda a vida será adaptada de acordo com os agricultores. Tudo para os camponeses. A população será pastoralista e cultivadora. O trabalho agrícola, os grãos, as uvas, a panificação, os pães e os touros, as vacas, as ovelhas e as cabras serão elevados ao status de ideologia estatal. Vendo uma espiga de grão ou um burro, para não mencionar um agricultor ou pastor, todos os cidadãos da Platonópolis os acolherão com cânticos. À frente da humanidade estarão o Pão e o Vinho. Touros que falam com a Lua entre seus chifres servirão Pão e Vinho aos viajantes cansados.

Introdução à Noomaquia (Lição VI) - A Civilização Européia

O primeiro povo indo-europeu a emergir historicamente foi o trácio. Os trácios desceram aos Bálcãs antes dos eslavos, por volta de 1200 a.C, estabelecendo uma espécie de império tribal, inicialmente nos Bálcãs do norte, para então ocupar aproximadamente a grande área da Europa Oriental. O que é importante notar é que os territórios nos quais a civilização trácia se expandiu eram os centros ou pólos da civilização da Grande Mãe – Lepenski Vir,  a cultura de Vinča, a cultura Karanavo-Gumelnita e a cultura de Cucuteni-Tripiliana, etc. – que passaram a constituir o substrato do horizonte existencial trácio. Aliás, não podemos dizer com certeza que os trácios foram os primeiros povos indo-europeus a aparecer nesses territórios, mas eles são os mais antigos dos quais temos conhecimento.

 

Introdução à Noomaquia (Lição V) - O Logos de Dioniso

O “campo de batalha” dos dois espaços existenciais – paleo-europeu e turânico – cria um novo tipo de estrutura, um ponto de encontro, uma terceira estrutura para sermos precisos. No sentido mais autêntico, o Logos de Apolo é representado pela sociedade nômade turaniana; Da mesma forma, o Logos de Cibele, na sua forma mais pura, é representado pela sociedade agrícola, sedentária e matriarcal da “Velha Europa”. Mas, a partir do encontro desses dois espaços existenciais, cria-se uma nova dimensão, que constitui precisamente o campo de Dioniso, onde o conceito patriarcal do homem desce às profundezas da matéria. O que pertence ao céu desce à terra e alcança o centro da terra. Dioniso torna-se assim senhor do Inferno como Zagreus.

O poetar de Georg Trakl: um contraponto com o poetar de Hölderlin

Trakl, leitor tanto de Hölderlin quanto de Nietzsche, e muito influenciado pelas figuras de pensamento deste último (o mesmo do caminho para cima e para baixo, para além da dicotomia dos valores supremos de Bem e Mal, o eterno retorno, a hora mais silenciosa, e, por fim, esta do "Dioniso, o Crucificado") criou um contraponto à ditirâmbica dramatização de Hölderlin da Saga do Deus Dioniso, conduzindo o seu Poeta, nomeadamente a personagem Élis, pela via da dramatização do percurso celeste do Deus Hélio, e, isto, precisamente, rumo à madrugada da hora mais silenciosa, figurada pelo Pensamento de Nietzsche. Em Trakl, o Crucificado não é assimilado no Deus Dioniso, mas sim no Deus Hélio, em sua rota para o Ocaso. Com esse contraponto, o Poeta dissolve de todo na linguagem poética a dicotomia Dioniso-Hélio, isto é, escuridão-claridade - este Deus tem que marchar para a madrugada de sua hora mais silenciosa e aquele tem retornar, isto é, renascer na hora mais clara. 

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