O “Gramscismo de Direita”: A experiência da “Nova Direita”

A “Nova Direita” é um conjunto de movimentos intelectuais que surgiu em 1968 como uma reação à crise ideológica e ao fortalecimento da hegemonia liberal na Europa. Em 1968, os movimentos clássicos de “direita” estavam repletos de motivos ideológicos liberais, como a adoção do capitalismo, sentimentos pró-americanos e estatismo. Por sua vez, a agenda da “esquerda”, cujo núcleo era constituído pela oposição ao capitalismo1, também foi afetada por influências liberais. O igualitarismo, o individualismo, a negação das diferenças entre as culturas e o universalismo estavam tornando os movimentos de “esquerda” aliados e parceiros da doutrina liberal.

A Geopolítica da Seca: As “Pedras da Fome” na Europa

Logo que a economia da UE foi atingida por sanções antirrussas, um novo desastre atingiu a Europa: temperaturas sem precedentes. Este verão se tornou um dos mais quentes da história mundial. As consequências são terríveis: seca, exposição de “pedras da fome” nos estuários dos rios – símbolos de desgraça iminente e fracasso da colheita – contas exorbitantes de ar condicionado, milhares de hectares de florestas europeias engolidas por incêndios.

Daria Dugina na 16ª Conferência Internacional “O universo do pensamento platônico”

O pleno reconhecimento sempre foi negado à filosofia política, concentrando-se na análise dos aspectos metafísicos do neoplatonismo. Conceitos neoplatônicos como “permanência” (μονή), “emanação” (πρόοδος), “retorno” (ὲπιστροφή), etc. foram tratados em obras histórico-filosóficas separadamente da esfera do Político1. Assim, o Político foi interpretado apenas como uma etapa de ascensão em direção ao Bem, inserida no rígido modelo hierárquico do pensamento filosófico neoplatônico, mas não como um polo independente do modelo filosófico.

Pós-política vs. Política existencial

A morte do liberalismo não parece tão óbvia quanto a do comunismo ou fascismo. Francis Fukuyama proclama ‘o fim da história’, i.e., o fim da rivalidade entre as três ideologias e a vitória da doutrina liberal. Mas o liberalismo não venceu… Isso é visível quando se atenta para o sujeito da política atual. Se no liberalismo clássico o sujeito político era o indivíduo (cuja virtude é a liberdade negativa acuradamente descrita por Helvétius, ‘Um homem livre é aquele não agrilhoado, não aprisionado ou intimidado como um escravo temente pela punição…’), hoje esse indivíduo não mais existe. O sujeito do liberalismo clássico é eliminado de todas as esferas, sua totalidade é contestada, até sua identidade, mesmo de conotação negativa, é caracterizada pelo fracasso no funcionamento do sistema global virtual moderno.

Breve Análise do Primeiro Turno das Eleições Presidenciais da França

O primeiro turno das eleições presidenciais francesas expuseram a imensa rachadura social do povo francês. Como muitos analistas têm comentado, trata-se de um embate entre as forças do capital apátrida, representadas por Macron, contra as forças do trabalho enraizado, representadas por Le Pen. Resta saber como os eleitores dos outros candidatos vão se remanejar para o segundo turno.

Operação Russa na Ucrânia: Amigos e Inimigos – A Batalha pelo Rimland

As reações dos vários países do mundo ao conflito russo-ucraniano reconfiguraram todo o tabuleiro geopolítico do século XXI. A Europa caiu, por enquanto, sob um jugo estadunidense ainda mais forte. Mas a lista de países neutros, a semente de um novo “movimento não alinhado”, recorda o papel geopolítico do Rimland, o arco geopolítico onde serão travadas as próximas batalhas geopolíticas entre Telurocracia e Talassocracia.

Otimismo escatológico: origens, evolução e direções

O tema do otimismo escatológico é um tema bastante perigoso e complexo. É perigoso porque nunca foi desenvolvido até este ponto, está repleto de muitas armadilhas, muitas imprecisões. Quando eu estava tentando me preparar para a palestra de hoje, percebi que embora tal hipótese de otimismo escatológico possa explicar muitos processos históricos e filosóficos, dar-lhes conteúdo e dimensões adicionais, contexto e profundidade adicionais, ainda há muitas perguntas. Assim, enquanto me preparava, estava constantemente me questionando e procurando por contradições. Por outro lado, pensei que tenho todo o direito de trazer esta hipótese à sua discussão, pois, no final, aquelas doutrinas que convergem são sempre imperfeitas.

O código russo

Ao entrar em confronto direto com o Ocidente durante o Operação Militar Especial (OME), mesmo que o próprio Ocidente participe através de sua estrutura de representação ucraniana, que não pode ser chamada de "país", a Rússia é forçada a defender sua soberania em todos os níveis.

Vitória ou Nada

A Rússia atravessou o Rubicão e agora não há como voltar atrás. Para a Rússia e para o mundo é impossível voltar à situação anterior. O mundo unipolar está no fim e a vitória russa abrirá o caminho para a multipolaridade. Mas o Ocidente seguirá lutando para manter sua hegemonia sobre boa parte do mundo, mesmo enquanto novos polos começam a surgir.

Ortodoxia Russa e Iniciação

Nosso estudo do layout geográfico sagrado da Rússia e, em um sentido mais amplo, da Eurásia, nos levou à necessidade de considerar o aspecto puramente religioso da “singularidade russa”, isto é, o aspecto diretamente conectado à Igreja Ortodoxa em que um dos mais importantes elementos da identidade do “continente russo” estão concentrados.

A Rússia deve passar por mudanças radicais

É o povo que sente a necessidade de mudanças urgentes e a mesma coisa aconteceu no final de 1980, mas naquela época o Partido Comunista da URSS não deixou as coisas rolarem. Foi então que os liberais se aproveitaram da situação e declararam abertamente que eles eram a mudança. O que aconteceu em seguida foi a ascensão do capitalismo, a idolatria em relação ao ocidente, o estabelecimento do livre mercado e a destruição e saque de todos as características positivas da era soviética.

Paradigma do Fim

A análise das civilizações, sua correlação, seu confronto, seu desenvolvimento, sua interdependência é um problema tão difícil, que na dependência de métodos, na profundidade da pesquisa, pode-se obter não apenas resultados diferentes, mas resultados diretamente contrários. Portanto, mesmo para obter as conclusões mais aproximadas é preciso aplicar a redução, reduzir a variedade de critérios a um único modelo simplificado. O marxismo prefere apenas a abordagem econômica, que se torna um substituto e um denominador comum para todas as outras disciplinas. O mesmo acontece (embora menos explicitamente) com o liberalismo.

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