Actual politics

O liberalismo e a globalização foram decisivamente derrotados.

O mesmo vale para o crescimento econômico infinito ou para a classe média global ou para a sociedade civil. O mesmo vale para o pós-modernismo e o 'Aufklärung der Aufklärung'. Não há mais continuidade possível para o futuro. Estamos nos aproximando do momento da grande descontinuidade. Isso não significa que o futuro será garantidamente nosso, mas a verdade é que ele não será mais deles. Ele está aberto mais uma vez. A censura liberal dos meus livros e dos coletes amarelos pela Amazon ou banimentos pelo Facebook de qualquer forma de discurso não-liberal são os signais de que o fim se aproxima. Todos aqueles que sofrem sanção e são banidos hoje, todos aqueles que são atacados como Estados-párias ou 'putinistas', todos aqueles que são marginalizados e criminalizados - brancos, populistas, homens, religiosos, defensores da justiça social, tradicionalistas, conservadores e assim por diante - serão mais provavelmente os vencedores do primeiro período pós-liberal. Mas nada disso está garantido e não há plano ou estratégia para o futuro. 

O feminismo como manifestações da agenda anti-humanista

As projeções da mentalidade masculina por sobre as mulheres é tão paranoica quanto as projeções da mentalidade feminina por sobre os homens. Normalmente, as mulheres são muito mais sensíveis e delicadas do que os homens neste sentido. Nem mais submissas ou inclinadas à resignação – apenas mais sábias. Em certo sentido, elas são mais humanas e autênticas… Mas ainda assim – estes são dois universos essencialmente humanos e essencialmente diferentes.

A Anatomia do Populismo e o Desafio da Matrix

Os "coletes amarelos" rebelaram-se contra Macron bem como contra a elite liberal dominante. Mas hoje, já não é mais um movimento da direita ou da esquerda clássica. Macron é de esquerda no apoio à migração, proteção de minorias, a legalização de distorções e o chamado "marxismo cultural", mas de direita (direita liberal) em termos de economia, defendendo firmemente os interesses dos grandes negócios e da burocracia europeia. Ele é um globalista puro, sem descartar uma declaração direta de sua pertença à Maçonaria (seu famoso sinal de mão, representando um triângulo), e até com slogans satânicos diretos: “Faça o que quiser, mas vote em Macron.” A revolta dos “coletes amarelos” é precisamente contra essa combinação de direita liberal e esquerda liberal.

Se Mélenchon e Marine Le Pen não podem ser unidos politicamente, sendo um - muito à esquerda e o outro – muito à direita, então os "coletes amarelos" farão isso no lugar dos líderes políticos que buscam liderar um movimento populista. Os “coletes amarelos” não são apenas contra a política econômica ou a imigração - eles são contra Macron como um símbolo de todo o sistema, contra o globalismo, contra o totalitarismo liberal, contra o “estado atual das coisas”. O movimento dos "coletes amarelos" é uma revolução populista e popular. E a palavra "povo" (populus, "le peuple") no conceito de "populismo" deve ser entendida literalmente.

“O antifascismo e o anticomunismo visam suprimir a revolta dos povos contra o Pensamento Único

A extrema-esquerda e a extrema-direita são simulacros do século XX, ainda atadas ao conceito de nação do século XIX. Mas o Estado-Nação deve ser superado pelo conceito de Civilização, como Samuel Huntington já havia entendido no início dos anos noventa. É necessário superar a Vestfália e reconhecer a multiplicidade, na esteira do conceito heideggeriano de Dasein, que é o pré-requisito necessário para o reconhecimento das diferentes civilizações. Heidegger criticou o liberalismo e o comunismo, mas também – e de modo profundo – o nacional-socialismo, que ele acusou de ser racista e mecanicista. A Quarta Teoria Política não é uma mera Terceira Via entre o liberalismo e o comunismo. Com isso, ressalto minha crítica e meu ataque ao fascismo, ao nacionalismo e as suas expressões racistas, que têm servido como instrumentos do colonialismos eurocêntrico por parte do Ocidente, que usa destas para minar o desenvolvimento independente das diversas civilizações. Hoje, esse fascismo não tem lugar no Ocidente: diferente do Populismo, que é um fenômeno fundamental.

 

Esquerda Estética

Há a cooptação da população negra pelo uso de negros em comerciais de grandes corporações – mesmo que essas corporações façam uso de trabalho escravo/semi-escravo na África. Podemos citar mesmo a captação econômica dos homossexuais por meio de uma “agenda gay” que se utiliza de gays para representar, por exemplo, marcas de roupas – que se beneficiam do trabalho de milhares de costureiras clandestinas em regime de trabalho escravo e/ou semi-escravo.
Mulheres transexuais para parabenizar o dia da mulher com a logomarca de alguma estrutura corporativa que explora mulheres no Terceiro Mundo. Essas dicotomias não são interessantes para a Esquerda porque, para essa ideologia, as relações de dominação econômica são menos importantes (e menos interessantes) do que a representatividade e o aspecto estético midiático em si. São pequenos efeitos colaterais que podem ser devidamente ignorados num processo “muito mais importante”: promover uma “revolução” nas mentalidades e no comportamento humano.
A representação da mulher burguesa é essencialmente mais importante do que a defesa do homem proletário (ou da própria mulher proletária); um gay rico é esteticamente mais útil para a propaganda em si do que um heterossexual proletário.

O Momento Antropológico na História Humana

Considerações mais gerais serão feitas no futuro. A humanidade está se aproximando do momento de singularidade, quando o intelecto artificial irá igualar ou se tornar mais forte do que o intelecto humano. Tecnicamente, isso está quase concluído - e computadores quânticos e progressos nas redes neurais são coisas incríveis. Logo, precisamos nos concentrar novamente na antropologia profunda, sobre a questão: o que é humano? O que isso significa agora? E, especialmente, diante da Inteligência Artificial. Esse é o principal desafio.

Terceira Guerra Mundial: O Início?

O que aconteceu em 7 de abril de 2017 poderia ser o início de uma Terceira Guerra Mundial. Em regra, ninguém quer guerra, mas eis que guerras ocorrem, e às vezes elas são mundiais. Portanto, eu proponho que em primeiro lugar, como no caso de qualquer desastre, é necessário permanecer calmo e recobrar o juízo.
 
Em 7 de abril de 2017, pela primeira vez desde o início do conflito na Síria, os EUA lançaram um grande ataque com mísseis Tomahwak contra uma base aérea síria, ou seja, contra nós. Por que não usamos um complexo de defesa anti-mísseis? Segundo uma teoria, nós não temos um número suficiente deles para repelir um ataque total de tropas americanas, já que eles estão programados primariamente contra ataques de mísseis de outros inimigos potenciais. A segunda teoria é que Moscou não ousou dar a ordem, já que isso significaria o início irreversível de uma guerra com os EUA. Washington ousou, e sabia bem o que estava fazendo. Nós não ousamos. Antes de seguir com as previsões, vale a pena examinar novamente o contexto, as condições iniciais do que poderia se tornar (ainda possivelmente não) a Terceira Guerra Mundial.

O Globalismo e a Guerra Cultural

Em um vídeo interessante, Ariano Suassuna trata da questão da guerra cultural e de como seu papel é fundamental na imposição do globalismo anglo-saxão. Em primeiro lugar, é preciso retirar o conceito “Guerra Cultural” – termo apropriado pela própria direita de inspiração anglo-saxã. Aqui, vemos como o ideal globalista é pervertido: esta mesma direita afirma que há uma guerra cultural contra os Estados Unidos, praticada pela “esquerda globalista”. E nada pode ser mais mentiroso.

Em primeiro lugar, só há um projeto globalista: o americano, inspirado nos ideais do “Destino Manifesto”. Mesmo com o caráter diferente e pós-moderno, sua essência atualmente é a mesma: racista, supremacista e aniquilador de todas as culturas diferentes. O que, por exemplo, só serve para aumentar ainda mais o vexame de Olavo de Carvalho em seu debate contra o Professor Alexander Dugin: defender os Estados Unidos como vítima do globalismo e maior opositor a ele já nasce como uma grande mentira.

A Sexta Coluna

No entanto, de volta para a quinta coluna na sociedade russa. Agora a natureza é mais evidente: ela consiste daqueles grupos que apoiam a civilização do Mar (Estados Unidos, a OTAN) e opor-se a identidade historicamente dominante na Rússia, a Terra, a identidade da Eurásia. Andrei Kozyrev quando, Ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, declarou abertamente a sua posição "atlantista" - Esta quinta coluna apoiou o colapso da estrutura continental da Terra, representada pela União Soviética, em seguida, chegou ao poder sob Yeltsin na década de 90 -, e ele foi, então, à frente da política dominante elite econômica e cultural da Rússia até 2000. O conjunto de seu mandato não poderia ser chamado como uma "quinta coluna" no sentido pleno, uma vez que foi capaz de conseguir tudo poder e suprimir a oposição patriótica. A Quinta Coluna eo regime de reformistas liberais russos da década de 1990 são sinônimos. No entanto, no contexto geopolítico e, em seguida, a elite governante russo não era outro senão a quinta coluna: não trabalhar para o interesse nacional, mas como um instrumento de controle externo. O centro da tomada de decisão estava nas liberais ocidentais e Moscou foram aplicadas apenas soluções, tentando maximizar os benefícios e os lucros para si e para os seus negócios. Assim foi criada a oligarquia russa, o poder de um pequeno grupo de magnatas confiscando através da privatização irresponsável e corrupção, os monopólios estatais inteiros: primeiro, o campo de energia.

Os Ataques Terroristas em Paris: Lição de Enantiodromia

Estamos vivendo no momento decisivo em que a civilização ocidental se aproxima de seu fim. Atos terroristas como os de 13/11 de Paris mostram isso de forma clara e inequívoca. O Ocidente que conhecemos não existe mais. Ele não pode existir por mais tempo. Era uma vez houve um certo Ocidente. Com valores patriarcais heroicos, identidade cristã, cultura profunda e rica com raízes grecorromanas. O Ocidente de Deus, do homem e da natureza. Não há nada como isso em vistas. As ruínas. A civilização liberal fraca e venenosa, baseada na auto-indulgência e ao mesmo tempo no ódio por si mesmo. Sem identidade, a não ser uma puramente negativa. Povoada por humanos egoístas e envergonhados de si mesmos. Ela não pode ter futuro. Diante de combatentes brutais pós-modernos do ISIS, ela não pode afirmar nada, não pode opôr nada, não pode sugerir nada. O Ocidente não pode mais ser ocidental. Ele está perdendo a si mesmo. Está se afogando. A França não é o pior lugar. Todo o resto da Europa e dos EUA estão da mesma maneira. O Ocidente tem medo. Não do ISIS, de si mesmo, de seu vazio, de seu niilismo. Se o Ocidente sobreviver, não será o mesmo Ocidente que conhecemos. Ou ele se transformará em um clone do Oriente Médio em sangue e fogo e sem saída, ou em um sistema totalitário obcecado com segurança. O ISIS não é o perigo real, ele é um sintoma de máxima decadência. Os vermes não podem causar a morte. Eles vem quando tudo está no fim. Se você negar Aquele que se ergueu dos mortos e salvou o outro, a morte é o verdadeiro fim. Assim, é o dia do juízo final.

Por Que Lutamos na Síria?

O caos criado pelos americanos é assim dirigido não apenas contra o Oriente Médio e a Ásia Central, mas também contra a Europa. Quanto mais caos e desordem no Oriente Médio e no norte da África, mais migrantes irão para a Europa. Isso, por sua vez, levará à desestabilização da infraestrutura social e, portanto, à paralisia política no continente europeu. E aqui nós não devemos esquecer que milhares de terroristas entram na Europa como parte do processo migratório. Caso esta tendência continue, e com a chegada futura de 10, 20 ou mesmo 30 milhões de imigrantes vindo à Europa, isso significaria o fim da Europa. O continente europeu não seria "islamizado" per se, nem um "Califado" seria construído, mas ao invés a Europa afundaria no caos total e seria aniquilada.
 
Hoje, a Rússia está lutando contra este desenvolvimento, o que também está no interesse da Europa. A Rússia precisa da Europa, e a Europa precisa da Rússia. O colapso da Europa é ruim para a Rússia, e a mesma noção se aplica inversamente, mesmo que isso não seja aceito por muitos governos europeus hoje, que trabalham até contra. Também há algo de continuidade histórica: no passado, a Rússia viu a Europa como um escudo contra o expansionismo turco otomano. A Europa afundando no caos automaticamente significava a Rússia ser ameaçada em suas fronteiras ocidentais e sulistas. Daí, a proteção da Europa está nos interesses da Federação Russa. Para preservar a Europa de cair no caos, hoje a Rússia é o escudo do continente europeu.

Ideologias Duel:a primeira rodada

Ao mesmo tempo, nós respondemos, de fato, tem um novo estruturas internas canção da Rússia na corrente crítica em conexão com a Ucrânia e as tensões crescentes com as condições Oeste. Temos agora três pólos distintos:
- A oposição liberal, a quinta coluna, ativamente apoiado pelo Ocidente e liderado por Mikhail Khodorkovsky, surgindo em seu manifesto para as principais linhas de inclusão em anti-Putin direito do projeto (nacionalistas) e do (socialistas) esquerda, que se expande de forma significativa - embora em teoria - o campo do movimento de protesto
- O centro em face de Putin, que controla a situação completamente, mas não se pode ignorar a crescente ameaça de uma "revolução colorida" da uma solução prolongada cada vez mais problemático (ou não) com a situação no Donbas quinta coluna, sexta coluna traição, o impacto das sanções e
- Flanco Patriótica, agora claramente tomado forma e apresentado Igor tiro com arco, claramente definida sua posição no seu kontrmanifeste.

Igor Strelkov: O Nome do Mito Russo

Ainda precisamos compreender na totalidade o que Strelkov realmente significa para nós. Mas o tipo de raiva que ele inspira em todos os tipos de espíritos malignos, o tipo de inveja que figuras rasas experimentam com ele, o ódio que ele provoca no Ocidente e na junta, tudo aponta para o fato de que ele não é um acaso. Mais uma vez, não como uma pessoa, num nível individual, mas como o portador do arquétipo russo. Um verdadeiro russo compreende tudo sobre Strelkov. Ele somos nós. Um Narod (Povo - Volk). Um Narod que está despertando.

Eu realmente gostaria de pedir a quem ouve as minhas palavras que trate desta figura com carinho. Ele é nossa herança cultural de enorme valor. É por isso que muitos o queriam matar, livrar-se dele, minimizar a sua importância e o vulgarizar, e agora o derrubar ainda mais. Se permitirmos que isso aconteça, nós somos inúteis.

 

Ucrânia é típico Estado falido criado artificialmente, diz ideólogo russo

Entender Putin é o mesmo que entender o outro. A Rússia é o outro, o diferente. Nos temos outros valores, outra história, outras ideias, outra moral, outra antropologia, outra epistemologia, diferente do Ocidente liberal moderno.

Se o Ocidente identifica seus próprios valores como universais é impossível entender Putin.

Você pode apenas criticá-lo e responsabilizá-lo por aquilo que ele está fazendo. Porque ele é diferente (do Ocidente moderno) ele pensa de outra maneira e age de outra forma.

Estamos preparados para o diálogo baseado no entendimento mútuo. Assim como estamos preparados para o ódio por parte do Ocidente também.

"Unidos pelo Ódio"

Manuel Ochsenreiter.: Prof. Dugin, a mídia de massas Ocidental e políticos do establishment descrevem a recente situação na Ucrânia como um conflito entre a aliança de oposição  pro-Européia, democrática e liberal de um lado e um regime autoritário com um ditador como presidente no outro lado. O senhor concorda?

Dugin: Eu conheço essas histórias e considero esse tipo de análise completamente errada. Nós não podemos dividir o mundo ao estilo de Guerra Fria. Não existe um ‘mundo democrático’ que se coloca contra um ‘mundo anti-democrático’, como muito da mídia Ocidental relata.
 

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