Igor Strelkov: O Nome do Mito Russo

Ainda precisamos compreender na totalidade o que Strelkov realmente significa para nós. Mas o tipo de raiva que ele inspira em todos os tipos de espíritos malignos, o tipo de inveja que figuras rasas experimentam com ele, o ódio que ele provoca no Ocidente e na junta, tudo aponta para o fato de que ele não é um acaso. Mais uma vez, não como uma pessoa, num nível individual, mas como o portador do arquétipo russo. Um verdadeiro russo compreende tudo sobre Strelkov. Ele somos nós. Um Narod (Povo - Volk). Um Narod que está despertando.

Eu realmente gostaria de pedir a quem ouve as minhas palavras que trate desta figura com carinho. Ele é nossa herança cultural de enorme valor. É por isso que muitos o queriam matar, livrar-se dele, minimizar a sua importância e o vulgarizar, e agora o derrubar ainda mais. Se permitirmos que isso aconteça, nós somos inúteis.

 

Rumo à Laocracia

A Rússia moderna possui capitalismo. Portanto, ela é governada por capitalismo e portanto não o Narod. Para construir a Rússia na qual governará o “Narod”, é necessário concretizar uma revolução anti-capitalista (ou, ao menos, anti-oligárquica). Magnatas financeiros deveriam ser excluídos do poder político. E isso é o central. Todos devem escolher – poder OU dinheiro. Escolha o dinheiro - esqueça o poder. Escolha o poder – esqueça o dinheiro.
 
A revolução deve se concretizar em três estágios:
 
1. Ultimato a todos os grandes oligarcas (uma centena tirada de uma lista da Forbes e mais outra centena que se esconde, mas que todos sabemos quem são) para que jurem lealdade aos ativos Russos (todos ativos estrangeiros e nacionais estratégicos serão agora controlados por corpos especiais).
2. Nacionalização de todas as propriedades privadas de importância estratégica.
 
3. Transmutação dos representantes patrióticos do grande capital para a categoria de funcionários com a transferência voluntária da sua propriedade para o Estado. Eliminação dos direitos civis (incluindo aqui o fim do direito de voto, participação em campanhas eleitorais, etc.) para aqueles que preferirem preservar o capital em escala não estratégica, mas significante.

Geografia Sagrada à Geopolítica

O tipo do povo do Norte pode ser projetada no Sul, Leste e Oeste. No Sul, a Luz do Norte gerou grandes civilizações metafísicas, como os indianos, iraniano ou chinês, que na situação do "conservador" do Sul há muito tempo guardados a Revelação, confiado por ele. No entanto, a simplicidade e clareza do simbolismo do norte virou aqui em um emaranhado complexo e diverso de doutrinas sagradas, sacramentos e ritos. No entanto, quanto mais ao Sul, as fracas são os traços do Norte. E entre os habitantes das ilhas do Pacífico e África do Sul, os motivos "nórdicos" na mitologia e sacramentos são salvos em uma forma extremamente fragmentada, rudimentar e até mesmo distorcida.
No Oriente, o Norte é mostrado como a sociedade tradicional clássico fundado na superioridade unívoca do supra-individual acima do indivíduo, onde o "humano" eo "racional" são apagados antes do Princípio supra-humana e supra-racional. Se o Sul dá a civilização um caráter de "estabilidade", o Oriente define sua sacralidade e autenticidade, o principal fiador de que é a Luz do Norte.

O neo-eurasianismo e o redespertar russo

O termo eurasianismo apresenta diversas acepções. Surge pela primeira vez no século XIX, cunhado pelo movimento eslavófilo que defendia a rica diversidade da Eurásia2, numa espécie de outra via que não europeia ou asiática, e que juntasse a cultura e tradição da Ortodoxia e da Rússia. Esse foi, pois, seu primeiro uso.

Tais ideias foram retomadas logo após a I Guerra Mundial, por figuras como o filólogo e etnólogo Nikolai S. Trubetskoy, pelo historiador Peter Savitsky, pelo teólogo ortodoxo G. V. Florovsky e, mais a frente, pelo geógrafo, historiador e filósofo Lev Gumilev, que defendia a luta cultural e política entre, de um lado, o Ocidente e, de outro, o subcontinente da Eurásia3, guiado pela Rússia. Gumilev foi o criador de duas teorias: i) a da etnogénese, pela qual as nações são originárias da regularidade do desenvolvimento das sociedades; e ii) a da paixão, sobre a capacidade humana para se sacrificar em prol de objetivos ideológicos.

Ucrânia é típico Estado falido criado artificialmente, diz ideólogo russo

Entender Putin é o mesmo que entender o outro. A Rússia é o outro, o diferente. Nos temos outros valores, outra história, outras ideias, outra moral, outra antropologia, outra epistemologia, diferente do Ocidente liberal moderno.

Se o Ocidente identifica seus próprios valores como universais é impossível entender Putin.

Você pode apenas criticá-lo e responsabilizá-lo por aquilo que ele está fazendo. Porque ele é diferente (do Ocidente moderno) ele pensa de outra maneira e age de outra forma.

Estamos preparados para o diálogo baseado no entendimento mútuo. Assim como estamos preparados para o ódio por parte do Ocidente também.

Do liberalismo novo bicho-papão

Com o mundo parecendo resolver em um paradigma neo-Guerra Fria, é cada vez mais claro que os formuladores de políticas dos Estados Unidos estão desesperados para transformar a Rússia de volta ao império do mal aos olhos do público em geral. Durante os dias da União Soviética, isso era tarefa fácil de realizar com prontas vilões como Stalin responsáveis ​​e os problemas muito visíveis de uma economia comunista.

A Federação Russa é um pouco mais complicado, porque não tem nenhuma ideologia definitiva, é liderada por um cara mesmo Russófobos obstinados acho que é um badass, e não tem nenhum sistema de gulag para apontar para e refletir em terror.

A Guerra Contra a Rússia em sua Dimensão Ideológica

A guerra contra a Rússia é agora a questão mais discutida no Ocidente. Ela é ainda uma sugestão e possibilidade. Ela pode se tornar realidade dependendo das decisões tomadas por todas as partes envolvidas no conflito ucraniano - Moscou, Washington, Kiev, Bruxelas.
Eu não quero discutir aqui todos os aspectos e a história desse conflito. Eu proponho ao invés a análise de suas raízes ideológicas profundas. Minha visão dos eventos principais está baseada na Quarta Teoria Política, cujos princípios eu já descrevi em meu livro sob o mesmo nome aparecido em inglês pela Editora Arktos há poucos anos atrás.
Assim, eu vou estudar não a guerra do Ocidente com a Rússia avaliando seus riscos, perigos, questões, custos ou consequências, mas o significado ideológico da mesma em escala global. Eu vou pensar no sentido de tal guerra e não na guerra em si (real ou virtual).

Vladimir Vladimirovich Putin & O Império Eurasiano dos Últimos Tempos

Diferentemente dos EUA em que a "conspiração" é normalmente sem face, Parvulesco lista duas pessoas como os conspiradores-mor da Rússia. Um era o chefe do Serviço de Segurança Soviético (GRU) e outrora Comandante-em-Chefe do Pacto de Varsóvia, General S.M. Stemenko (morto em 1976), o outro era o Marechal N.V. Ogarkov, ex-Chefe de Estado Maior do Exército Soviético, que morreu em 1994, que segundo rumores teria estado por trás de uma tentativa de golpe que falou, que por sua vez levou a um tipo de contra-conspiração que levou Mikhail Gorbachev ao poder.
 
Parvulesco está convicto de que se essa contra-conspiração não tivesse tido sucesso, o fim da URSS teria vindo vários anos antes, com uma transição da URSS para a Nova Rússia que teria sido muito mais dura. De fato, ele sublinha que anos antes do fim efetivo da URSS, o regime estava em coma, à disposição para ser tomado, assim como - aos olhos de Parvulesco - a Europa Ocidental (e os EUA) estão agora.
 
Parvulesco não está sozinho em sua avaliação desses dois homens. O especialista de inteligência francesa Pierre de Villemarest que escreveu a história da GRU, chamada de "o serviço secreto mais secreto dos soviéticos", diz que o General Sergei Matveevich Stemenko foi "um dos primeiros geopolíticos da URSS, talvez até o primeiro". Ainda que Villemarest chamasse Stemenko de soviético, ele se considerava efetivamente um "Grão-Russo". "Para essa casta", escreve Villemarest, "a URSS era um Império que foi convocado a dominar o continente eurasiático, não apenas dos Urais a Brest, mas também dos Urais à Mongólia, da Ásia Central ao Mediterrâneo".

Carta ao Povo Americano sobre a Ucrânia

Agora aqui está o que quero dizer ao povo americano. A elite política americana tentou nessa situação, bem como em outras, fazer com que os russos odeiem os americanos. Mas ela falhou. Nós odiamos a elite política americana que traz morte, terror, mentiras e derramamento de sangue por todo lugar - na Sérvia, no Afeganistão, no Iraque, na Líbia, na Síria - e agora na Ucrânia. Nós odiamos a oligarquia global que usurpou a América e a usa como seu instrumento. Nós odiamos a duplicidade de sua política, onde eles chamam de "fascistas" a cidadãos inocentes sem qualquer característica que se assemelhe à ideologia fascista e com o mesmo fôlego negam a hitleristas declarados e admiradores de Bandera os qualificativos de "nazi" na Ucrânia. Tudo que a elite política americana fala ou cria (com pequenas exceções) é uma grande mentira. E nós odiamos essa mentira porque as vítimas dessa mentira não somos apenas nós, mas também o povo americano. Vocês acreditam neles, vocês votam neles. Vocês tem confiança neles. Mas eles os enganam e os traem.

Nós não temos interesse ou desejo de ferir a América. Nós estamos longe de vocês. A América é para os americanos, como o Presidente Monroe costumava dizer. Para os interesses americanos e nenhum outro. Não para os russos. Sim, isso é bastante razoável. Vocês querem ser livres. Vocês e todos os outros merecem isso. Mas o que raios você está fazendo na capital da antiga Rússia, Victoria Nuland? Por que você interfere em nossas questões domésticas? Nós seguimos o Direito e a lógica, linhas da história e respeitamos identidades, diferenças. Isso não é uma questão americana. Não é?

"Unidos pelo Ódio"

Manuel Ochsenreiter.: Prof. Dugin, a mídia de massas Ocidental e políticos do establishment descrevem a recente situação na Ucrânia como um conflito entre a aliança de oposição  pro-Européia, democrática e liberal de um lado e um regime autoritário com um ditador como presidente no outro lado. O senhor concorda?

Dugin: Eu conheço essas histórias e considero esse tipo de análise completamente errada. Nós não podemos dividir o mundo ao estilo de Guerra Fria. Não existe um ‘mundo democrático’ que se coloca contra um ‘mundo anti-democrático’, como muito da mídia Ocidental relata.
 

A vacuidade intelectual da Velha Direita

A Direita nunca foi apreciadora de intelectuais. Não é de admirar, então, que a expressão “intelectual de esquerda” tem sido, por muito tempo, uma tautologia. Para muitas pessoas da Direita, os intelectuais são simplesmente insuportáveis. Eles os visualizam sentados em espreguiçadeiras, é claro, e os vê como “tipos hipócritas” que sodomizam moscas, dividem o cabelo e publicam livros, invariavelmente descritos como “indigestos” e “chatos”.

Essa idéia pode ser encontrada em diferentes backgrounds. Para os libertários, os intelectuais são inevitavelmente “desconectados da realidade”. Para os ativistas, intelectuais tergiversam enquanto estamos diante de um “estado de emergência”, exigindo ação.

Já ouvi coisas como esta a minha vida inteira. De fato, há um lado positivo nesta atitude. Direitistas mostram uma preocupação real para fatos concretos, uma verdadeira desconfiança de abstrações inúteis ou intelecto puro, um desejo de afirmar a primazia da alma sobre o espírito, do orgânico sobre a “secura” teórico, a esperança (sempre desiludida) para voltar a uma vida mais simples, etc.

O Fim do Mundo Presente

O  Mundo Moderno, a Modernidade é cada vez mais relutante no esforço de tornar o Mundo presente. Assim ele vai relaxando e aqui começa a Pós-Modernidade. A Pós-Modernidade é a recusa de tentar tornar o Mundo algo presente, a recusa de Ser-no-Mundo. O filósofo alemão Eugen Fink dedicou ao problema do Mundo obras filosóficas fenomenológicas muito importantes. Segundo ele, o Mundo não pose ser equiparado à soma das coisas do mundo. Ele é algo mais do que elas porque ele é a Totalidade. A intuição da Totalidade é o esforço existencial que cria o Mundo enquanto Totalidade. Apenas seres humanos conhecem o Mundo precisamente porque apenas seres humanos o criam pelo fato de serem humanos.

Rússia, a Pátria do Arcanjo

Desde o ponto de vista da Tradição nada nesse mundo perecível é aleatório, espontâneo, surgindo, existindo e desaparecendo segundo o capricho de circunstâncias caóticas ou pelo jogo de forças cegas. A Tradição vê a história da humanidade, a história do cosmo, a história do Ser como um processo significativo e providencial onde cada ponto do espaço e do tempo, cada elemento do universo desempenha uma função especial, porta o selo sagrado da Necessidade Sacral. Isso é verdadeiro para todos os aspectos naturais e culturais da história já que não há linha divisória entre artificial e natural, humano e miraculoso na esfera do sagrado. As criações humanas são seu próprio produto na mesma medida em que são criações da natureza. O Espírito Santo está fazendo a história do Ser através das pessoas e através dos elementos da natureza.

Qualquer história é uma história sagrada. Mas a humanidade é um aspecto subjetivo do sacral já que foi encarregada da missão misteriosa da implementação providencial do pensamento de Deus, seu plano sagrado na Terra. Porém, a história sagrada da humanidade é especificada pela sua divisão em diferentes povos. Precisamente os povos são os sujeitos principais da história. Dentro deles, sua diversidade, sua diferença, sua singularidade, em seus gestos e suas tragédias há um conteúdo de drama divino. Povos e seus destinos são capítulos do livro do Espírito Santo.

A Quarta Teoria Política e a "Outra Europa"

Em seu livro Carl Schmitt, Leo Strauss e O Conceito do Político Heinrich Meier assinalou que o mundo está tratando de deixar de identificar a diferença entre amigo ou inimigo. Schmitt mostra claramente ao mundo a inevitabilidade do "bem" com o fim de intensificar a "consciência de uma situação de emergência" e voltar a despertar a capacidade que se manifesta quando "o inimigo se revela a si mesmo com particular clareza". De fato, hoje podemos identificar sem deixar lugar para dúvidas o nosso inimigo. O inimigo ideológico (e ontológico) é o liberal, o partidário da teoria política que derrotou às duas ideologias do século XX, o comunismo e o fascismo/nacional-socialismo. Hoje nos enfrentamos com o resultado da vitória. Ao dizer "nós" não me refiro a alguma entidade política abstrata, mais exatamente me refiro aos representantes da tradição geopolítica da Eurásia ou dos enfoques da geopolítica telurocrática (portanto, os inimigos estão determinados por sua participação na geopolítica talassocrática). Comentando a obra fundamental O Conceito do Político, Leo Strauss assinala que apesar de toda a crítica radical do liberalismo contida nela, Schmitt não segue até o fim, já que sua crítica se desenvolve e se mantém dentro do alcance do liberalismo.

Os Tsarnaev são produto dos EUA

Se os Tsarnaev são culpados dos crimes dos quais são suspeitos, como apresentado pelas autoridades, parece que uma leitura estrita da sua etnia chechena teria apenas uma influência marginal nas suas neuroses e motivações. Como o líder checheno Ramzan Kadyrov notou acertadamente, “Eles cresceram e estudaram nos Estados Unidos e suas atitudes e crenças se formaram lá. Qualquer tentativa em traçar conexões entre a Chechênia e os Tsarnaev, é em vão.” Os irmãos Tsarnaev viveram a maior parte de suas vidas no Quirguistão e nos Estados Unidos. Se o seus estilos de vida [servem] de qualquer indicação, eles obviamente têm conexões emocionais apenas desvanecentes e vagas de suas raízes étnicas. Se eles são culpados do que alegadamente fizeram, parece que a motivação mais provável seria um fundamentalismo islâmico e a radicalização de uma perniciosa variedade de Wahhabismo, que ocorreram, primariamente, na internet. Tamerlan esteve recentemente na Rússia, mas ele não agiu violentamente lá contra os russos. Ele cometeu um ato de terror contra os Estados Unidos e contra os estadounidenses, pelos quais ele obviamente tinha sentimentos conflituosos. Como a ‘Guerra Global ao Terror’ dos EUA é comumente percebida tanto por estadounidenses quanto pelo resto do mundo como uma guerra hegemônica contra o Islã, tal ato é facilmente entendido, senão aceito. Ele está longe de ser o primeiro a fazer isso e ele não será o último. A sangrenta ‘Guerra Global ao Terror’ dos EUA é auto-perpetuante, criando seus próprios terroristas. Os Tsarnaev são um produto dos EUA e, então, descontaram suas frustrações políticas e religiosas nos EUA.

O Fim do Mundo realmente ocorreu

O fim do mundo aconteceu, de fato. Ele não ocorreu em um dia específico, mas se arrastou por várias décadas. O mundo que desapareceu era um mundo em que a maioria das crianças sabia como ler e escrever. Um mundo em que admirávamos os heróis ao invés das vítimas. Um mundo em que as máquinas políticas não tinham se tornado aparelhos de esmigalhar almas. Um mundo em que nós tínhamos mais modelos de papéis sociais que direitos. Um mundo em que uma pessoa podia entender o que Pascal queria dizer quando ele escreveu que os entretenimentos nos distraem de viver a verdadeira vida humana. Um mundo em que as fronteiras salvaguardavam aqueles que viviam seu modo de vida e uma vida própria.

 

O Conservadorismo revolucionário: perpétua actualidade

A essência da posição dos conservadores consiste em tudo deixar como era, como é. Isto, naturalmente facilita seriamente o trabalho daqueles que tudo querem mudar. Na verdade, o enorme estrato social, representado pelos conservadores, mete-se entre parênteses na discussão ou realização de novos programas, notoriamente recusando-se a apresentar o seu próprio projecto, o que seriamente reforça a concorrência e permite analisar com mais atenção o lado substancial do que os modernistas propõem.

A circunstância da fatal condenação do conservadorismo tradicional, e a sua involuntária e inconsciente cumplicidade com o campo progressista, já há muito foram notados pelos mais perspicazes pensadores conservadores, que tentaram compreender a razão dos seus constantes insucessos. A começar por Louis de Bonald (1754-1840), Joseph de Maistre (1753-1821), Donoso Cortés (1809-1893) e os eslavófilos russos, os conservadores começaram a questionar-se quanto seriam eles culpados dos seus próprios fracassos históricos e da fatal vitória do campo revolucionário oposto, que atribuía a si mesmo essa vitória, a contradição da qual e a reacção à qual eram, na realidade, um fenómeno da frente conservadora.

O Retorno do Mito

O escrito No Muro do Tempo pelo autor alemão Ernst Jünger retrata a transição do mito em história, o momento em que a consciência mítica foi substituída pela histórica. A história, é claro, não existe há tanto tempo quanto o homem: a consciência histórica rejeita como ahistóricos os vastos espaços e épocas ("pré-história"), e povos, civilizações e nações, porque "uma pessoa, um evento deve ter características muito específicas que as tornem históricas". A chave para essa transição, segundo esse autor, fornece a obra de Heródoto, através da qual o homem "passa por um país iluminado pelos raios da aurora".

Modernidade e Eternidade e Tradicionalistas sem Tradição - Palestra de Aleksandr Dugin para o Encontro Nacional Evoliano de Curitiba

A primeira parte está dedicada ao tradicionalismo e à sociologia, e também à importância de Platão. 

 
O tradicionalismo insiste sobre o dualismo que existe entre dois mundos: o mundo da Tradição e o mundo moderno. Este dualismo corresponde a duas categorias sociológicas: pré-modernidade e modernidade. Este paralelismo entre o tradicionalismo e a sociologia é muito importante e é necessário desenvolver esta afinidade no futuro. 
 
Em Paris, no ano de 2011 eu realizei uma palestra sob o título: “René Guénon como sociólogo”. René Guénon em sua obra “O Reino da Quantidade e os Sinais dos Tempos” usava o símbolo tradicional e sagrado do Ovo do Mundo. Na visão de Guénon o mundo pré-moderno corresponde ao Ovo do Mundo aberto por cima e fechado por baixo. Os raios espirituais entram no mundo e assim as coisas cósmicas e materiais recebem as qualidades sagradas. 

A Concepção Sagrada dos Espaços

Nós definimos o tema que escolhemos para a nossa discussão, "A Concepção Sagrada dos Espaços". Como você bem sabe, a escola de pensamento do tradicionalismo integrante baseia-se sobre um determinado assunto: os conceitos polares opostos subjacentes à abordagem dialética da realidade humana são dois simetricamente opostos - Tradição e Modernidade. Por Tradição compreendemos de modo geral a abordagem do "sagrado" ao real, uma leitura simbólica da mesma que, trabalhando com o que Carl Schmitt chamou de "catolicismo romano e forma política" princípio da representação, consideraremos o plano como um reflexo do mundo imanente transcendente, como expresso sistematicamente pela filosofia platônica. É um erro, porém definir o conservadorismo como um ramo da filosofia derivada do idealismo platônico porque, em sua visão ortodoxa, é considerada a ciência que estuda a manifestação do Uno pré-existente imanente - uma revelação eterna - e as estradas a fim de acessar sua experiência direta. A abordagem tradicional também pode ser definida cosmologicamente. A modernidade é a ruptura drástica com a concepção de existência simbólica e espiritual: a chave para o que não é mais cosmológico, como é na concepção tradicional, e sim mecânico. Se o pensamento tradicional é generalizante, representante, universalizante e essencialmente metafísico, o pensamento moderno, como seu oposto radical, manifesta-se como fragmentado, mecanicista e potencialmente niilista. 

A Geopolítica Existencial de Carlo Terracciano

Carlo Terracciano herdou a tradição geopolítica do continentalismo europeu. Em seus escritos (reunidos em uma série de artigos "Nel Fiume della Storia"), ele traça a gênese ideológica dessa escola. O imperialista britânico H. Mackinder foi o primeiro a articular a principal lei geopolítica - a oposição dualista entre a civilização do mar (talassocracia) e a civilização da terra (telurocracia). O próprio Mackinder foi um brilhante representante da talassocracia e garantiu a transferência da tradição da estratégia talassocrática, o procedimento de apercepção geopolítica da Grã-Bretanha aos Estados Unidos. Mackinder foi um dos fundadores da Escola de Londres de Economia, contribuiu para a emergência da "Chatham House", do Centro Real para Estudos Estratégicos, e inspirou o primeiro time da CFR (Conselho de Relações Exteriores), publicando em "Foreign Affairs" seus artigos tardios. Dele ao americano A. Mahan está uma linha reta de geopolítica atlantista, vindo do realismo americano (e algum "liberalismo muscular", transnacionalismo e globalismo) até Kissinger, Brzezinski, Rockefeller, por um lado, e os neocons do outro. A hegemonia planetária dos Estados Unidos e a ideia de talassocracia global com o Governo Mundial, tudo que deriva de uma visão planetária de Mackinder, levado aos seus limites lógicos. O mundo pode se tornar realmente global, somente quando o Poder do Mar definitivamente derrotar o Poder da Terra (ou vice-versa). Essa era a aposta da vida de Mackinder. E agora nós vemos que muitos de seus projetos foram realizados: ele insistia no desmantelamento da Rússia, na criação de um "cordão sanitário" na Europa Oriental, na necessidade de derrotar Alemanha e Rússia, e tudo isso de alguma forma está realizado ao fim do século XX, fornecendo assim as condições para a emergência de um mundo unipolar de da hegemonia global americana. Esse império talassocrático diante de nossos olhos, se tornando uma realidade.

Ulisses, Alexandre e Eurásia

Há algum tempo relia o canto XXVI do Inferno de Dante (o célebre canto de Ulisses). Como provavelmente recordareis, em certo momento o Ulisses dantesco recorda a arenga com a qual convenceu seus companheiros de expedição para atravessarem as Colunas de Hércules: "O frati, dissi, che per cento milia - perigli siete giunti all'occidente (...)" . Esforçando-me em vislumbrar algo daquele sentido alegórico que, por declaração expressa de Dante, tenha ficado oculto por trás do sentido literal, aventurei a seguinte conjectura: o Ocidente evocado por Ulisses na sua pequena oração é provável que não esgote seu significado na acepção espacial e geográfica do vocábulo "Ocidente", que designa o lugar do "Sol que morre" (Sol occidens), o lugar onde acaba o cosmos humano e começa o "mondo sanza gente", o reino das trevas e da morte.

É portanto provável que o Ocidente dantesco, tendo em conta a polivalência do símbolo, assinale também uma fase temporal, assim pois um sentido ulterior do discurso de Dante seria que seus companheiros, enquanto "vecchi e tardi", tenham chegado "a l'occidente" de sua existência, isto é à proximidade da morte. 
E assim como eles representam à humanidade europeia, como não compreender, simultaneamente, que a Europa devia chegar - e de fato teria chegado precisamente na época de Dante, nos inícios do século XIV - à proximidade dessa fase histórico-cultural que, segundo o que disse René Guénon, "representou na realidade a morte de muitas coisas"?

 

Eurásia como conceito espiritual

"Sublinhar e enfatizar as conexões, as linhas de força nas quais se sustenta a trama do conceito espiritual de Eurásia, da Irlanda ao Japão": a esta preocupação de P. Masson Oursel, que se inspira em uma programa esboçado em 1923 em La Philosophie Comparée e prosseguido em 1948 em La Philosophie en Orient, Henry Corbin (1903-1978) atribui um "valor especial". Transcendendo o nível das determinações geográficas e históricas, o conceito de Eurásia vem a constituir a "metáfora da unidade espiritual e cultural que irá recompor o final da era cristã em vista da superação dos resultados desta". Estas são, ao menos, as conclusões de um estudioso que na obra corbiniana descobriu as indicações idôneas para fundar: "aquela grande operação de hermenêutica espiritual comparada, que é a busca de uma filosofia - ou melhor dito: de uma sabedoria - eurasiática". Em outras palavras, a própria categoria geofísica de "Eurásia" não é mais que a projeção de uma realidade geosófica vinculada à Unidade originária, posto que "Eurásia" é, na percepção interior, na paisagem da alma ou Xvarnah ("Luz de Glória", no léxico mazdeano), a Cognitio Angelorum, a operação autológica doAnthropos Téleios, ou inclusive, por último, a unidade entre o Lumen Naturae e a Lumen Gloriae. Daí a possibilidade de abordar a Eurásia com o conhecimento imaginal da Terra como um Anjo.

"Financismo", o Estágio Supremo de Desenvolvimento do Capitalismo

Representa o capitalismo financeiro apenas uma variante aleatória da essência comum do desenvolvimento do sistema capitalista? Ou será, ao invés, a encarnação definitiva de toda sua lógica, seu triunfo?

A resposta para essa questão não pode ser encontrada dentro dos clássicos da teoria econômica, seu horizonte sendo limitado à fase industrial do desenvolvimento - cuja tendência geral e completa significância econômica eles (e principalmente os marxistas) investigaram completamente e corretamente. A sociedade pós-industrial ainda é, em muitas maneiras, uma realidade obscura.
Em sua análise não há clássicos estabelecidos, ainda que muitos autores tenham lançado um olhar profundo sobre esse fenômeno. A tarefa de compreender o "financismo" é nossa, quer gostemos ou não.
Até mesmo para darmos os primeiros passos na direção de um panorama consistente desse tema, nós temos que considerar toda a história do paradigma econômico, e individuar ali o lugar do "financismo" - não apenas a partir do ponto de vista da cronologia quantitativa, mas a partir do ponto de vista da relevância qualitativa desse fenômeno no desenvolvimento geral de modelos econômicos.
 

Da Geografia Sagrada à Geopolítica

 

Conceitos geopolíticos se tornaram os principais fatores da política moderna há muito tempo atrás. Eles são construídos sobre princípios gerais que permitem analisar facilmente a situação de qualquer país e região particular.
A geopolítica em sua forma atual é indubitavelmente uma ciência mundana, "profana", secularizada. Mas talvez, entre todas as ciências modernas, ela haja salvo em si mesma a maior conexão com a Tradição e as ciências tradicionais. René Guénon disse que a química moderna é o resultado da dessacralização de uma ciência tradicional - a alquimia, como a física moderna é da magia. Exatamente do mesmo jeito se poderia dizer que a geopolítica moderna é o produto da laicização e dessacralização de outra ciência tradicional - a geografia sagrada. Mas já que a geopolítica ocupa um lugar especial entre as ciências modernas, e é às vezes categorizada como "pseudo-ciência", sua profanação não é tão realizada e irreversível, como no caso da química ou da física. A conexão com a geografia sagrada aqui é um tanto quanto distintamente visível. Portanto é possível dizer que a geopolítica se encontra em um lugar intermediário entre a ciência tradicional (geografia sagrada) e a ciência profana.

A Concepção Sagrada dos Espaços

Nós definimos o tema que escolhemos para a nossa discussão, "a concepção do espaço sagrado." Como você bem sabe, a escola de pensamento do tradicionalismo integrante baseia-se sobre um determinado assunto: os conceitos polares opostos subjacentes à abordagem dialética da realidade humana são dois simetricamente opostos - Tradição e Modernidade. Por Tradição compreendemos de modo geral a abordagem do "sagrado" ao real, uma leitura simbólica da mesma que, trabalhando com o que Carl Schmitt chamou de "catolicismo romano e forma política" princípio da representação, consideraremos o plano como um reflexo do mundo imanente transcendente, como expresso sistematicamente pela filosofia platônica. É um erro, porém definir o conservadorismo como um ramo da filosofia derivada do idealismo platônico porque, em sua visão ortodoxa, é considerada a ciência que estuda a manifestação do Uno pré-existente imanente - uma revelação eterna - e as estradas a fim de acessar sua experiência direta. A abordagem tradicional também pode ser definida cosmologicamente. A modernidade é a ruptura drástica com a concepção de existência simbólica e espiritual: a chave para o que não é mais cosmológico, como é na concepção tradicional, e sim mecânico. Se o pensamento tradicional é generalizante, representante, universalizante e essencialmente metafísico, o pensamento moderno, como seu oposto radical, manifesta-se como fragmentado, mecanicista e potencialmente niilista. Digo "basicamente" niilista porque, no desenrolar do fenômeno moderno, não esgota as possibilidades (ou pelo menos, não tivemos a oportunidade de conhecer este evento), mas aprofunda-se, expandindo sua influência e aumentando o grau de entropia que contém, provando ser o tempo da grande confusão prevista por René Guénon. Mais do que um sociólogo, incluindo Jedlowsky, advertiu-nos o fato de que a suposta pós-modernidade não é outra coisa senão o fenômeno moderno que é o apenas aparentemente negar a si mesmo, ele se quebra e se expande, criando uma nuvem de "modernidade diversas", e, aparentemente contrário ao contrário, de fato, todos os participantes do mesmo projeto e relativista perspectivista que, em aparente oposição ao primeiro evento universalista e racionalista da modernidade, na verdade, partes da natureza e cartesiana subjetivista. O professor Dugin, em seu discurso na conferência internacional de Moscou "Contra o mundo pós-moderno", tem bem definida a pós-modernidade como a queda da modernidade, então a expansão, a hipertrofia do princípio da quantidade que caracteriza a própria modernidade. Também o professor Dugin tem repetidamente salientou a necessidade de uma restauração da categoria filosófica do objetivismo, em oposição à natureza subjetivista da modernidade: na verdade ele não é o único que viu no universalismo marxista e no objetivismo (assim como na derrubada da manifestação idealista tripartite do Espírito) a continuação de categorias clássicas e tradicionais de pensamento. Cito neste caso o filósofo italiano Costanzo Preve que, em conjunto com Domenico Losurdo, representam a aresta de corte efectivo da Europa neomarxista. 

Eurasianismo como a via para a real multipolaridade

 

Globalização como o corpo principal da história moderna
Em sentido amplo, a Idéia Eurasiana e até a Eurásia como conceito não correspondem estritamente às fronteiras geográficas do continente Eurasiano. A Idéia Eurasiana é uma estratégia de escala global que reconhece a objetividade da globalização e o fim dos “nações-estados” (Estados-Nações), mas ao mesmo tempo oferece um cenário diferente de globalização, o qual não confere um mundo unipolar ou um único governo global. Ao invés, ela oferece várias zonas globais (polos). A Idéia Eurasiana é uma alternativa ou versão multipolar da globalização, mas a globalização é atualmente o processo mundial mais fundamental que está decidindo o principal vetor da história moderna.

Nacional-Bolchevismo ou Nada

O nacional-bolchevismo é aquilo que jamais foi. Ele jamais foi posto em prática, e nem mesmo em teoria. O nacional-bolchevismo está por vir. Por vir, na medida em que essa doutrina será um santuário ideológico e metafísico para aqueles que negam o mundo moderno, o sistema do capitalismo liberal que se tornou a única base da sociedade moderna. A oposição durará para sempre. As velhas ideologias anti-burguesas já demonstraram suas limitações. Erros teóricos mais cedo ou mais tarde resultaram em uma queda histórica. Quem não entende isso, não possui lugar na história.

Sujeito Sem Limites

Quando a questão é sobre definir o fenômeno da agressão, as pessoas mais comumente apelam a esferas emocionais, psicológicos e sentimentals, deixando de levar em consideração, como é comum no mundo moderno, os aspectos mais profundos e metafísicos do fenômeno. Na veia da tradição humanista apareceu por conta própria a atitude negativa em relação a agressão, que é considerada como algo sujeito à eliminação total ou (o que é mais realista) a redução. Porém, a agressão é tão intimamente ligada à natureza humana, que ela remete a si mesma constantemente - tanto no quotidiano, na psicologia da vida privada e na realidade política de guerras, conflitos, lutas. Tentemos compreender a agressão, abstraindo-nos de todas as opiniões estereotípicas usuais - pacifistas, escandalosamente apologéticas, psicanalíticas ou socialmente deterministas.

Metafísica do Nacional-Bolchevismo

O termo "Nacional-Bolchevismo " pode significar várias coisas completamente diferentes. Ele surgiu praticamente ao mesmo tempo na Rússia e na Alemanha para significar as suposições de alguns pensadores políticos sobre o caráter nacional da revolução bolchevique de 1917, escondido na fraseologia marxista ortodoxa internacionalista. No contexto russo "nacional-bolcheviques" era um nome comum para os comunistas, que tentaram proteger a integridade do Estado e (conscientemente ou não) continuaram a grande missão geopolítica histórica russa. Os nacional-bolcheviques russos, tanto entre os "brancos" (Ustrialov, Smenovekhovtsy, Eurasianos de Esquerda) e entre os "vermelhos" (Lenin, Stalin, Radek, Lezhnev etc) (1) Na Alemanha, o fenômeno análogo foi associado com formas extremamente esquerdistas de nacionalismo dos 20s-30s, em que as idéias do socialismo não-ortodoxo, a Idéia Nacional e uma atitude positiva em relação a União Soviética foram combinados. Entre os nacional-bolcheviques alemães Ernst Niekiesch foi sem dúvida o mais consistente e radical, embora alguns revolucionários conservadores também possam ser referidos a este movimento, tais como Ernst Jünger, Ernst von Salomon, August Winnig, Karl Petel, Harro Schultzen-Beysen, de Hans Zehrera, os comunistas Laufenberg e Wolffheim, e mesmo alguns Nacional-Socialistas extremamente esquerdistas, tais como Strasser e, durante um determinado período, Joseph Goebbels.

A Necessidade da Quarta Teoria Política

Vozes perturbantes e criticismo começaram durante o final do último século, com o nascimento de fenômenos como a globalização e o unimundialismo. Este criticismo soou não somente de oponentes externos – conservadores, Marxistas e povos indígenas –, mas começou dentre o campo da comunidade Ocidental. Pesquisadores perceberam que o moderno choque de globalização é a conseqüência do liberalismo universal, que se opõe a qualquer manifestação de distinções. O programa último do liberalismo é a aniquilação de quaisquer distinções. Por isso, o liberalismo mina não somente o fenômeno cultural, mas também o próprio organismo social. A lógica do liberalismo Ocidental contemporâneo é aquela do mercado universal desprovido de qualquer cultura que não seja aquela do processo de produção e consumo.
A experiência histórica provou que o mundo liberal Ocidental tentou forçosamente impor sua vontade sobre todos os outros. De acordo com esta idéia, todos os sistemas públicos no Mundo são variantes do sistema – liberal – Ocidental, e suas características distintas devem desaparecer antes da aproximação da conclusão desta época mundial.

Ideia Eurasiana e Pós-Modernismo

 

É muito simbólico que estejamos realizando nossa conferência na véspera do dia de São Miguel Arcanjo. Segundo a tradição ortodoxa ele é celebrado no oitavo dia do nono mês (em tempos antigos o ano começava em 1 de março). "Nono" simboliza nove arcanjos, "oitavo" - eternidade, momento sacral de Ressurreição, quando "o tempo se converterá em espaço" e o triunfante "Fim do Mundo" - "parusia" ou dia do juízo final começam. 
 
O conservador revolucionário alemão (e é muito importante lembrar que a ideia eurasiana é uma das principais correntes da filosofia conservadora revolucionária) Arthur Moeller van den Bruck expressou um pensamento bastante profundo: "A eternidade está sempre com o conservador". Isso significa, caros associados, que a eternidade está conosco.
 
O Arcanjo Miguel desempenha na tradição monoteísta uma parte importante - ele é o arquiestrategista, líder do exército arcangélico, exército do bem que se opõe aos demônios do mal. Ele é o eixo vertical perpétuo do super drama da história mundial.

Cinco Teses sobre o Significado da Vida

Já é hora de chamar as coisas pelos seus próprios nomes, sem prestar atenção à correções estilísticas ou tons excessivamente acadêmicos. Torna-se claro que, em qualquer caso, ninguém vai entender-nos ou receber-nos. Portanto não há nenhuma razão real para dar ao discurso um tom mais estilístico. Não jogamos xadrez no final da Kali-Yuga. Todos devem deixar claro para ele(a) mesmo(a), o que queremos e o que nós queremos de você pessoalmente. A pergunta é sobre o sentido da vida. Uma pergunta típica. Durante os tempos de passagem, temos de enfrentá-la sem quaisquer risos ou rodeios. Nosso objetivo tem vários níveis.

Metafísica do Caos

 

Na realidade ele não tem qualquer relação com o Caos enquanto tal, com o Caos no sentido grego original do termo. É ao invés um tipo máximo de confusão. René guénon chamou a era na qual vivemos agora de uma era de Confusão. A Confusão significa o estado de ser que sucede a ordem e a precede. Assim nós devemos fazer uma distinção clara entre dois conceitos diferentes. Por um lado nós temos o conceito moderno de caos que representa pós-ordem ou uma mistrua de fragmentos contraditórios de ser sem qualquer unidade e ordem, ligados entre si por correspondências e conflitos pós-lógicos altamente sofistsicados. Gilles Deleuze chamou esse fenômeno de um sistema não co-possível composto pela multiplicidade das mônadas (usando o conceito de mônadas e co-possibilidade introduzido por Leibiniz) tornando-se para Deleuze "as nômadas". Deleuze descreve a pós-modernidade como uma soma de fragmentos não co-possíveis que podem coexistir. Isso não era possível na visão leibniziana da realidade baseada no princípio da co-possibilidade. Mas dentro da pós-modernidade nós podemos ver elementos excludentes coexistindo. As mônadas não-co-possíveis ("nômadas") não-ordenadas enxameando ao redor poderia parecer o caótico, e nesse sentido nós normalmente usamos a palavra caos no linguajar quotidiano. Mas estritamente falando nós deveriamos diferenciar.

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