O que Aleksandr Dugin, o “Filósofo Mais Perigoso do Mundo”, realmente pensa do Ocidente?

Na minha opinião, a América não é um ethnos. A América não é um povo. A América não é uma nação. Desde o início, foi uma espécie de sociedade civil baseada na identidade individualista. Tudo foi criado em torno desta norma individualista. É a base da Constituição, da Revolução Americana; não foi uma continuação da história europeia feita pelo ethnos, pelos povos, pelas religiões, pelas nações. Foi algo criado a partir do ponto zero. Uma espécie de sociedade do futuro criada artificialmente, baseada em um princípio que excluía qualquer tipo de identidade coletiva. Mas, como os americanos eram e ainda são humanos, não se podia perceber isto [visão pós-humana] totalmente. Vocês ainda tinham alguns laços com o Outro. Portanto, vocês tinham um simulacro de comunidade, de identidade nacional. Mas o elemento individualista na própria fundação da sociedade americana foi a força que erodiu mais e mais estes princípios, até seu ponto mais extremo hoje. Penso que amanhã falar sobre alguma identidade americana comum será considerado como um discurso de ódio! Já é um crime contra o politicamente correto.

Geopolítica da Perestroika e o Colapso da URSS

Até 1985, a atitude da URSS em relação à conexão com o Ocidente era geralmente bastante cética. Somente no período de regra de Yuri Andropov mudou um pouco a situação e, de acordo com suas instruções, um grupo de cientistas soviéticos e institutos acadêmicos foi encarregado de cooperar ativamente com as estruturas globalistas (o Clube de Roma, o CFR, a Comissão Trilateral, etc.). Em geral, os principais objetivos de política externa da URSS permaneceram inalterados durante todo o trecho desde Stálin até Chernenko.

O Império como Forma Mais Completa de Organização Político-Social

A editora Letras Inquietas acaba de publicar Imperium, Eurasia, Hispanidad y Tradición, uma obra coletiva com a participação de Carlos X. Blanco, Eduard Alcántara e Robert Steuckers. Os ensaios que compõem o livro buscam na Tradição, na História e no presente, aqueles elementos conceituais necessários para uma Teoria do Império que rejeita o atual modelo absorvente, predatório e “imperialista”. Nesta ocasião, EL CORREO DE ESPAÑA conversa com Eduard Alcántara, filósofo e especialista em pensamento tradicionalista.

Takashi Miike: Anatomia do Japão Moderno

O Arquétipo Mishima na cultura japonesa do pós-guerra foi o mais alto exemplo da dialética sutil, na qual a peculiar combinação do liberalismo modernista embutido com uma série de aspectos matriarcais do xintoísmo se tornou nitidamente aparente. Assim, foi construída uma nova cultura japonesa, na qual tudo o que era propriamente japonês, relacionado à autêntica identidade japonesa, foi proibido, pervertido ou substituído. Esta cultura, que deu gerou brilhantes nomes na literatura, cinema, música, etc., foi baseada na rápida degradação do espírito tradicional japonês, na profunda desintegração do Logos celestial, dissipando-se entropicamente em partículas infinitamente pequenas. Era uma cultura em decadência, que fascinou o Ocidente em grande parte por seu exotismo, rapidez e originalidade. Os intelectuais japoneses do pós-guerra, que decidiram "esperar um pouco mais...", tornaram tudo isso ainda mais doloroso e perverso.

Nota sobre a Quarta Teoria Política e a dimensão cultural dos povos

A Quarta Teoria Política é uma metateoria que, por um lado, critica as ideologias nascidas na modernidade, e, por outro, dá apoio ao desenvolvimento de fundamentos que permitam o surgimento de organizações sócio-políticas que sejam a expressão da dimensão cultural de cada um dos povos que existem. Nesse sentido, não há incompatibilidade alguma entre a QTP e a Autocracia Cristã Ortodoxa.

Finalmente no Brasil, o livro “A Quarta Teoria Política” de Aleksandr Dugin

A dissidência brasileira e todo mundo que possui interesse em filosofia política recebeu uma boa notícia no início do mês, com a divulgação do lançamento em português da obra “A Quarta Teoria Política”, escrita pelo filósofo, antropólogo, sociólogo (etc.) russo Aleksandr Dugin, pela recém-inaugurada Editora ARS REGIA. Não é a primeira vez que esse livro é traduzido ao português, já que a falecida Editora Austral publicou a 1ª edição brasileira da obra em 2012. Não obstante, como a tiragem foi bastante pequena, o livro rapidamente se tornou item de colecionador e há anos é quase impossível conseguir adquiri-lo.

O Quarto Nomos da Terra, a Quarta Teoria Política e a Crítica à Teoria do Progresso

Não há nada mais trágico do que não ser capaz de compreender o momento histórico em que vivemos hoje. Quando alguém não conhece o momento histórico em que vive e observa o presente com ferramentas conceituais obsoletas, perguntando-se sobre o futuro como se ainda fosse passado, então essa pessoa é incapaz de superar o passado ou de conhecer o presente. Mas qual é o momento histórico em que nos encontramos? O momento histórico em que estamos vivendo é conhecido como globalização pós-moderna.

Fenomenologia: A Realidade Não é Real

Afirma Husserl: nossa consciência está sempre voltada para alguma coisa. Essa é a ideia principal da intencionalidade introduzida por Brentano. E aquilo para que ela está direcionada está dentro de nossa consciência. Ela contém os nomes, formas, qualidades e atributos das coisas percebidas, "intencionadas". As coisas são construídas dentro da percepção e só então - depois, a posteriori - as relacionamos (convencionalmente) com o que deveria estar fora da consciência. Mas Husserl mostra que tal teste de dentro comparado com fora está longe de ser necessário para construir uma verdadeira filosofia da consciência. Podemos nos virar muito bem sem ela.

Bem-vindos, todos os recém-chegados!

Podemos observar um certo “rito de passagem”. Como tal, interpreto a situação em que culminou a presidência de Donald Trump, nomeadamente com a sua queda pela mão da elite globalista, representada por Joe Biden. Isso nada mais é do que um “rito de passagem” – personificado por desfiles gays, levantes BLM, ataques imperialistas LGBT +, o levante mundial do feminismo extremo e a chegada espetacular do pós-humanismo e da tecnocracia extrema. Existem profundos processos intelectuais e filosóficos por trás de tudo isso. E esses processos têm impacto na cultura e na política.

Guilherme de Occam e a Maldição do Nominalismo

Muitas pessoas que se consideram intelectuais ocasionalmente repetem a frase “não dupliquemos as essências” e olham em volta triunfantemente, esperando que outros apreciem sua “inteligência”. Parece realmente estúpido, e o próprio conteúdo desta afirmação, que pertence ao fundador do nominalismo, o filósofo medieval Guilherme de Occam, é simplesmente criminoso. É uma blasfêmia grosseira e imunda, uma espécie de profanação metafísica – falsa e insultuosa. E é frequentemente repetida de forma irrefletida. Tal prática deve ser interrompida.

AS SOCIEDADES, A PARTIR DE AGORA, DEVEM SER REORGANIZADAS DE ACORDO COM SUA HISTÓRIA, LONGE DE QUALQUER DOGMATISMO

Dugin levanta a hipótese de que haverá um mundo novo e mais justo. Um mundo em que os povos podem se organizar de acordo com sua própria história, cultura e religião sem serem guiados por um poder centralizado, sufocante e indiferente.

ALEXANDER DUGIN E O CONTINENTALISMO IBERO-AMERICANO

Dugin destaca que o debate sobre Geopolítica e Relações Internacionais adquiriu cada vez mais importância no meio acadêmico e científico. Ele destacou que embora existam diversos paradigmas nas Relações Internacionais, as escolas dos realistas e dos liberais são as hegemônicas nas universidades. Os primeiros consideram que a soberania é vital e que não deve haver instâncias supranacionais que limitem a capacidade do Estado nacional. Com esses princípios, o realismo apoiou o desenvolvimento econômico e as políticas de defesa nacional dos estados modernos.

PUTIN-BIDEN SUMMIT: AINDA MELHOR QUE “W-WORD”

A reunião de Putin com Biden claramente não foi boa. Nenhum dos analistas e especialistas esperavam que ela seria um avanço ou um sinal tranquilizador. Pior que isso só se não houvesse a tal reunião. Se os líderes de duas potências mundiais claramente hostis se encontrarem cara a cara, significa que pelo menos não há guerra. É claro que a guerra real pode irromper a qualquer momento: quando Biden e sua agenda extremista liberal do Grande Reset tomaram a presidência de Trump, esse risco aumentou drasticamente.

Dugin e sua atração pelo Peronismo

Se a pandemia de Covid-19 irá alterar as condições para um mundo multipolar é uma questão que precisa ser respondida. Nesse caso, Aleksandr Dugin, como muitos dos principais filósofos, não hesitou em definir o evento como um ponto de inflexão na história moderna. “Não é o fim do mundo enquanto tal, mas certamente o fim do sistema mundial capitalista, unipolar, dirigido pelo Ocidente”, disse ele em uma entrevista em maio. “O que nem ideologias, guerras, batalhas econômicas ferozes, terror, nem movimentos religiosos foram capazes de fazer, um vírus invisível, mas mortal, fez. Trouxe morte, dor, horror, pânico, tristeza… mas também o futuro”, ele também previu em março. Entretanto, ele se permitiu algumas críticas ao presidente russo. “Sua ligação com Putin é mais sobre o impacto de seu trabalho na consciência estratégica da Rússia do que sobre um vínculo político-ideológico direto. Na verdade, ele é crítico de Putin em muitos aspectos”, adverte Montenegro.

O Pan-Africanismo: Das Origens à Resistência Africana no Século XXI

Para enfrentar a ameaça globalista o micronacionalismo não serve mais. Nenhum Estado-nação é forte o bastante para, sozinho, represar e reverter a avalanche cosmopolita pós-moderna e neoliberal. Por isso, os povos do mundo devem se reorganizar segundo blocos civilizacionais continentais. Tal como nós defendemos a Pátria-Grande ibero-americana, devemos apoiar e estudar as iniciativas pan-europeístas, eurasiáticas, e, evidentemente, também o pan-africanismo que recentemente tem sido defendido por Kemi Seba, principal nome da Quarta Teoria Política na África.

Introdução à filosofia da Política

A história da filosofia e a história da política produzem estritamente um e o mesmo padrão. Isso é extremamente importante. Existe uma homologia precisa entre eles. Se a filosofia se move em uma direção, a política não pode se mover em outra direção. A política caminha junto com a filosofia. Se algo mudou na filosofia, algo mudará na política. Se algo mudou na política, algo mudou na filosofia, o que predeterminou essa mudança na política. A política não tem autonomia da filosofia. A política costuma ser mais visível, embora às vezes menos. Do ponto de vista da história … as mudanças de dinastias, de um certo líder, príncipe, imperador … para começar uma guerra … isso é evidente, é uma decisão política, mas nunca é distinta da filosofia. É o que vemos – a decisão política – mas não vemos a decisão filosófica, que deve estar aí. Do ponto de vista da filosofia da política, a história política é uma seção da história da filosofia, dependendo absolutamente dessa história filosófica. Nenhum político está livre da filosofia e nenhum filósofo pode deixar de ser visto à luz de sua dimensão política implícita.

 

Dante Alighieri: Última Vítima da Cultura do Cancelamento

O autor da Divina Comédia havia colocado o fundador do Islã em uma parte não muito agradável do cosmo sagrado. E os liberais, que geralmente não se importam com o Islã, ou qualquer religião tradicional em geral, de repente decidiram que tal leitura poderia ter um efeito negativo sobre a psique dos migrantes de países islâmicos. E que eles deveriam ser protegidos contra isso, para não provocar explosões de agressão imprevisíveis de sua parte. Parece um absurdo, mas em nosso mundo quase tudo parece absurdo. Chegou a hora de nos acostumarmos a isso.

Aqui todos estão na posição de completos idiotas.

A batalha pelo cosmos na filosofia do eurasianismo

Em primeiro lugar, o eurasianismo foi levado à convergência com o platonismo. Atrair diretamente Platão, platonismo e neoplatonismo, incluindo o platonismo cristão nas igrejas ocidentais e orientais, enriqueceu qualitativamente a filosofia eurasianista, emprestando uma base ontológica à teoria da ideocracia eurasiana. É suficiente decifrar a tese tipicamente eurasianista do Ideia-Governante no contexto do platonismo plenamente desenvolvido - isto é, não contaminado pela modernidade ocidental - para ver como tal revela todo o seu profundo potencial. Isso também diz respeito à tese da “seleção eurasiana” necessária à formação de uma elite eurasianista e à organização vertical da sociedade. Tudo isso é uma aplicação direta dos princípios da República de Platão, à frente de cujo estado estão os filósofos governando à luz das Idéias. A política assume, portanto, o sentido de construir um análogo do estado celestial da eternidade na Terra, que nos remete à escatologia cristã - a descida da Jerusalém celestial e os fundamentos da teoria bizantina da sinfonia de poderes. O poder deve ser sagrado. O estado deve ser um reflexo do arquétipo eterno. A classe dominante deve consistir em idealistas e ascetas devotados à sua pátria e povo precisamente pelo fato de que eles, por sua vez, são os portadores de uma missão sagrada.

Dois Mundos, Duas Humanidades

Aparentemente, nossa geopolítica já está consolidada. Já se passaram 20 anos desde a primeira edição do livro Fundamentos da Geopolítica, que lançou as bases para a construção da geopolítica nacional eurasiana: o vácuo ideológico que flagelava nossa compreensão acerca de nossa própria posição na esfera geopolítica naquela época foi preenchido pelo Eurasianismo. Antes disso, o mundo era por nós mensurado por meio de conceitos ideológicos (o campo socialista vs. o capitalismo). Porém, mesmo depois que tal dualismo foi abandonado, permaneciam incompreensíveis os motivos que levavam a OTAN a continuar se expandindo para o Oriente, afinal, “já havíamos nos tornado liberais”.

Política Aeterna e o fim do Globalismo

Você não pode pagar isso sozinho, devemos estar juntos, devemos ajudar uns aos outros e estar juntos, ficar juntos, defender diferentes identidades, podemos ganhar esta guerra, porque na Rússia temos a mesma guerra, há mais e mais pressão contra a Rússia, há uma guerra declarada contra a igreja ortodoxa, contra a ortodoxia russa, contra os nossos valores, os globalistas nos atacam dentro e fora, bem como em sua sociedade. A única solução é tomar, manter nossa fé em Deus e em nossos povos, em nossa cultura e trazer as pessoas se defendendo deste globalismo, ficar juntos que é o ponto principal.

Não precisamos apoiar o mesmo que nós, não devemos apenas ajudar as pessoas que compartilham totalmente a nossa opinião, e precisamos entender os outros. Os muçulmanos devem entender e fazer amigos cristãos, cristãos – muçulmanos, hindus, chineses, africanos, latino-americanos e ocidentais que, bem como eu disse, são a maioria das vítimas do globalismo. Temos de destruir o globalismo, temos de destruir estas elites maníacas fanáticas internacionais que tentam a qualquer preço impor os seus valores totalitários radicais, as suas potências económicas, os seus monopólios, o seu sistema de valores e cultura, as suas tecnologias. Devemos destruí-los e, a fim de fazer isso, devemos ficar juntos. Essa é a minha opinião.

Todas as sociedades devem se reorganizar segundo sua história, livres de todo dogmatismo

A Quarta Teoria Política é a teoria que está se desenvolvendo em paralelo com a teoria do mundo multipolar.

A Quarta Teoria Política é a filosofia política que corresponde à teoria do mundo multipolar.

Quanto tempo você acha que o bloco da UE e a América do Norte podem durar? Como eles esperam dominar o mundo, quando eles mesmos minaram os fundamentos da civilização que controlam (através de escolhas perversas como o lockdown, a ideologia politicamente correta, a economia verde), enquanto o bloco eurasiático (e também estados importantes como o Brasil), respeitando as diferentes autonomias nacionais e reivindicando o direito dos povos à autodeterminação, está adquirindo cada vez mais estabilidade e credibilidade?

Numa perspectiva mais ampla, não será possível para o bloco americano e europeu competir na luta com a multipolaridade emergente.

Creio, entretanto, que ainda não chegamos ao ponto de não retorno. O mundo unipolar, ou seja, os Estados Unidos e a elite liberal européia, tem muitos meios à sua disposição: tecnológicos, políticos, sociais, técnicos, científicos. É por isso que o futuro está aberto.

Do Liberalismo 1.0 ao Liberalismo 2.0: A Virada Pós-Moderna do Liberalismo

É ponto pacífico que vivemos sob uma hegemonia global liberal. Mas o liberalismo de hoje não é idêntico ao liberalismo de Adam Smith e John Stuart Mill. Ainda que o liberalismo original tenha nos trazido exatamente até o liberalismo que conhecemos hoje, é importante compreender o que mudou no liberalismo e como o liberalismo moderno fez essa virada pós-moderna.

O Novo Programa da Filosofia

Quando reconhecemos em nós mesmos um desacordo cada vez mais cego com tal estado de coisas, corremos automaticamente para o passado, para aquele tempo em que o mundo e o humano eram realidades fixas e bem definidas. Ficamos fascinados e inspirados por tudo: a eclesialidade, a monarquia, o sovietismo, o nacionalismo e até a democracia em sua versão modestamente realista e inicial (industrial), onde ainda havia decisão e escolha, trabalho e salários, e riscos e leis para formar valor. Mas esta não é a saída, porque se algo - mesmo algo muito bom - desapareceu, isso significa que há algum tipo de significado superior nisso...

 

A Geopolítica da Novorossiya 7 Anos Depois

Sete anos atrás, em 2014, a Rússia cometeu um grave erro. Putin perdeu a oportunidade que lhe foi dada pelos acontecimentos após o Maidan, a chegada ao poder da junta de Kiev e a fuga de Yanukovych para a Rússia. Nosso presidente, que tinha sido bastante consistente em suas ações geopolíticas, não permaneceu fiel a seus princípios. Digo isto não ironicamente, mas dominado por uma dor muito profunda e sinceramente cheio de fúria.

A oportunidade que perdemos foi a criação da “Novorossiya” (Nova Rússia), da “Primavera Russa”, do “Mundo Russo”. O que deveria ter sido feito à época era o seguinte:

A Quarta Teoria Política e o Socialismo na América Latina

Para o Povo podemos defini-lo como: “o grupo humano organicamente estruturado, consciente de seu destino histórico, cujos componentes estão ligados uns aos outros por ideais comuns mais ou menos bem definidos” (Revisar definição de povo em Praxispatria). Esse povo desempenha um papel soberano e político, identificando-se como uma classe social, ou seja, a chamada “Classe popular”, combatendo o despotismo e a tirania, exercendo o direito de rebelião para consolidar a vida plena, para montar sua própria história. Daí a fórmula: “Contra o horror do tirano, do terror popular”. Este Povo ou Classe Popular, embora não seja exatamente o que o marxismo identifica como um proletariado, se está intimamente ligado a ele, porque o coração do Povo é a classe proletária, então também inclui os setores da pequena burguesia que tendem à proletarização.

Rússia e Cuba: Alternativas Ideológicas no Caminho para um Mundo Multipolar

Rússia e Cuba possuem uma longa história de amizade que precede a Revolução Cubana, mas que foi se aprofundando ao longo do século XX por conta da Guerra Fria. Agora, quando ambos os países seguem sob cerco dos EUA, não por razões ideológicas mas por razões geopolíticas, acadêmicos cubanos e russos organizaram uma conferência para debater os rumos das relações entre os seus países.

 

Teses sobre o Anticristo

A vinda do Anticristo, neste sentido, está acontecendo agora. Não importa se acontecerá em uma semana, um mês, 10 ou 100 anos. Ninguém sabe quando o Anticristo virá, mas ele certamente virá, porque o sentido da compreensão cristã da história – em seu penúltimo acorde – assim o afirma. E a história cristã é um conjunto de afirmações lógicas: o Paraíso, a Queda, a luta entre os justos e os pecadores pela dominação da cultura, da sociedade e da época, e depois a salvação. Trata-se de uma perspectiva da história dos significados, não dos fatos.

REVOLUÇÃO FARROUPILHA 1835-1845: A DESCONSTRUÇÃO DE UM MITO E UMA ANÁLISE QUARTO-TEÓRICA

Havia insatisfação da população relacionada ao descaso do poder central, que pouco investia na província. Algo vista com maus olhos levando em conta os benefícios económicos e estratégico-militares que a região proporcionou. A verdade é que não houve um amplo apoio popular como se imagina. Conforme vemos em Jungblut (2011), boa parte dos moradores das maiores cidades da província, como Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande, não aderiram em sua totalidade à revolução que se propunha. Porto Alegre, por exemplo, foi a principal base de sustentação contrária aos rebeldes. De acordo com Zago (2005) o rompimento com o poder central não ocorre na totalidade da província, onde várias regiões se mantiveram fiéis ao Império. Mesmo parte da elite local, a qual era dependente do comércio exercido com o centro, esteve fiel em virtude de seus interesses. Conforme Silva (2018) o sentimento de revolta realmente não era compartilhado pela maioria da população, menos ainda os setores das classes dominantes, mesmo que se tente apresentar como universal “uma insatisfação particular”.
A respeito à adesão de minorias, se analisarmos que boa parte da população era de uma camada desfavorecida, muitos viram uma oportunidade de estarem livres das amarras e das injustiças vindas do poder central, em especial o escravo, que desejava liberdade. (CHIAVENATO, 1988; PESAVENTO, 1990). 

SELVAGERIA OU CIVILIZAÇÃO? O ENCONTRO DO EUROPEU COM OS POVOS INDÍGENAS

O indígena aqui se desenvolvia e vivia a seu modo, não sucumbindo às adversidades que se apresentavam. O indígena era portador de uma adaptabilidade que povos tidos como desenvolvidos não obtinham. Ainda dentro deste contexto, podemos analisar como o indígena se relacionava com as espécies que se encontravam no mesmo ambiente. Freyre (1966) elucida muito bem a questão, nos apresentando uma intimidade interessante, quase “lírica”, na qual os animais não se encontram ali para fins de servir-lhes como alimento ou energia para o trabalho doméstico e agrícola, muito menos para fins ritualísticos. Conforme aborda:
Teodoro Sampaio, que pelo estudo da língua tupi tanto chegou a desvendar da vida íntima dos indígenas do Brasil, afirma que em torno à habitação selvagem e ‘invadindo-a mesmo com a máxima familiaridade, desenvolvia- se todo um mundo de animais domesticados, a que chamavam mimbadá. Mas eram todos animais antes de convívio e de estimação do que de uso ou serviço: ‘Aves de formosa plumagem, como o guará, a arara, o Canindé, o tucano, grande número de perdizes (ianhambi ou iambu), urus e patos (ipeca), animais como macaco, o quati, a irara, o veado, o gato (pichana) e até cobras mansas se encontravam no mais íntimo convívio’.

Robotização e Desumanização da Humanidade

Aceleracionismo (termo derivado da palavra aceleração) é uma tendência filosófica que intenta acelerar o curso da História (que, ao contrário do Tempo, é um conceito não-físico e, portanto, passível de ter sua velocidade modificada).

Em uma recente conferência realizada em Amsterdã, da qual participaram diversos filósofos (incluindo Žižek e Sloterdijk), os parâmetros da sociedade futura foram postos em exame. Houve um questionamento basilar: devemos acelerar a eclosão desta sociedade ou não? O futuro, neste caso, foi pressuposto nos termos do que eu chamo de uma desumanização: uma transição para uma nova forma de vida pós-humana, que nos faça encarar a humanidade atual como uma espécie imperfeita – tal como os macacos um dia o foram diante dos seres humanos. Muitos, então, sugeriram que deveríamos olhar para o homem tendo os robôs como parâmetro.

O MANIFESTO DO GRANDE DESPERTAR. CONTRA GRANDE RESET

O Grande Despertar é a resposta espontânea das massas humanas à Grande Restauração. É claro que se pode ser cético. As elites liberais, especialmente hoje, controlam todos os principais processos civilizacionais. Eles controlam as finanças mundiais e podem fazer qualquer coisa com eles, desde a emissão ilimitada a qualquer manipulação de instrumentos e estruturas financeiras. Nas suas mãos está toda a máquina militar dos EUA e a gestão dos aliados da NATO. Biden promete reforçar a influência de Washington nesta estrutura, que quase se desintegrou nos últimos anos.

Quase todos os gigantes da Alta Tecnologia estão subordinados aos liberais – computadores, iPhones, servidores, telefones e redes sociais são estritamente controlados por alguns monopolistas que são membros do clube globalista. Isto significa que o Big Data, isto é, todo o corpo de informação sobre praticamente toda a população da Terra, tem um dono e mestre.

NEUTRALIZAÇÃO E SEUS LIMITES. SISTEMA POLÍTICO DA RÚSSIA MODERNA

O sistema monárquico também foi uma construção. Ele se desenvolveu historicamente com base no fortalecimento do grão-ducal, então – o poder real. A adoção da Ortodoxia desempenhou um papel importante. Ao mesmo tempo, o próprio Estado foi repetidamente reconstruído pela elite dominante – tanto na antiguidade quanto em períodos mais próximos de nós. Portanto, a Rússia pós-petrina era significativamente diferente da Rússia moscovita e, por sua vez, da era mongol e do período pré-mongol. E a cada vez novas decisões eram tomadas sobre a construção do Estado, sobre a ideia dominante, sobre a ética dominante, sobre o lugar e o papel do povo russo na história.

A Destruição do Capitalismo Global

O Grande Despertar é um termo usado espontaneamente por manifestantes americanos, com Alex Jones e todos os outros. Esse foi um conceito que nasceu recentemente, quando o povo americano se tornou mais consciente da verdadeira natureza demoníaca dos globalistas. Isso causou muita preocupação, em primeiro lugar, entre os americanos que pensavam que tudo estava indo mais ou menos bem. Eles viviam na ilusão de que democratas e republicanos nos Estados Unidos representavam a mesma face da democracia liberal. Mas o Grande Despertar mostrou a eles que algo muito diferente existia por trás do Partido Democrata e que eles foram os organizadores de um golpe de Estado orquestrado por globalistas, loucos e terroristas.

Contra o Grande Reset – Pela Política Cultural do Grande Despertar

A vitória de Biden nos EUA deu à elite cosmopolita a melhor oportunidade possível para implementar a sua reforma do capitalismo global, o chamado “Grande Reset”. Devemos, portanto, analisar em que consiste esse projeto apresentado no Fórum de Davos pelos representantes dos setores mais radicais do capitalismo, e construir uma política de resistência ao Grande Reset.

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